Sunday, November 25, 2007

Empresas criam alternativas aos testes com animais

Decisão européia de banir esses testes até 2009 obriga setor de cosméticos a investir em tecnologia

Entre as delicadas plantas híbridas que florescem no clima ameno da Provença, tradicional região francesa do perfume, estão o jasmim doce, as rosas de maio e também novas camadas de pele humana artificial.

Em Grasse, cientistas trabalham febrilmente na descoberta de novas tecnologias para testar cosméticos, antes da entrada em vigor, em março de 2009, de uma decisão da União Européia proibindo testes com animais.

Esses materiais avançados - incluindo tecidos de olho reconstruídos e círculos minúsculos de pele desenvolvidos a partir de células doadas e recolhidas em operações cosméticas - são uma parte crucial do futuro do setor, que se depara com regras cada vez mais severas sobre o assunto e que se aplicam a qualquer empresa que pretenda vender nos 27 países membros da União Européia.

A proibição não obriga só as empresas multinacionais a adotarem novas práticas, mas o fato é que os órgãos reguladores em Bruxelas também estão se juntando a agências de outros grandes mercados de cosméticos do mundo, como a Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, e o ministério da Saúde do Japão, de modo a conciliarem seus regulamentos.

E, o que é mais surpreendente, os novos padrões estão levando antigos rivais a cooperarem entre si, às vezes a contragosto ou por insistência dos órgãos reguladores e políticos.

A Europa é o maior mercado de cosméticos do mundo, exportando o equivalente a mais de US$ 23,4 bilhões por ano. Produtos importados dos Estados Unidos pelos europeus chegam a quase US$ 2 bilhões, quase 7% de todos os produtos de cosmética comprados pelos europeus. Depois dos Estados Unidos, o Japão é o segundo maior fornecedor de cosméticos para o continente europeu.

''''Sem dúvida, os novos regulamentos estão tendo um grande impacto'''', disse Alan Goldberg, diretor do Center for Alternative to Animal Testing (Centro para Alternativas a Testes com Animais) da Universidade John Hopkins, em Baltimore. ''''Que companhia vai querer eliminar 450 milhões de clientes pelo não cumprimento?'''', disse. A gigante L''''Oréal, por exemplo, investiu nos últimos 20 anos US$ 800 milhões no desenvolvimento de alternativas aos testes em animais.

''''Para o setor de cosméticos, trata-se de uma corrida'''', disse Herve Groux, 45 anos, cientista francês que dirige o Imunosearch, laboratório em Grasse que auxilia empresas pequenas sem os recursos de multinacionais. ''''Essas regras estão obrigando todas as empresas a avançarem com mais rapidez e gastarem mais em pesquisa.''''

Parte da pressão também deriva de uma outra legislação, conhecida como Reach, exigindo que nos próximos 11 anos as empresas desenvolvam dados seguros sobre 30 mil substâncias químicas - pesquisa que poderá aumentar ainda mais os testes em animais.

Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071121/not_imp83110,0.php

4 comments:

Anonymous said...

Felizmente já varias marcas de cosméticos não fazem testes em animais. E ainda bem.

Uma delas é a marca de cosmeticos naturais suecos www.my.oriflame.pt/betesilva

Eliane Carmanim Lima said...

Coloquei teu blog no meu site: Cadastro-Veg : www.cadastroveg.org , que é um cadastro de vegetarianos para incentivar e mostrar o número de vegetarianos a todos. A parte de links e serviços está só no início, mas já coloquei teu blog ali.
Parabéns.
Eliane

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