Tuesday, April 17, 2012
Sunday, April 08, 2012
Conheça a chia, a mais nova 'supercomida' latino-americana
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| Chia, ou sálvia hispânica L, virou moda entre os entusiastas de nutrição
Todo ano o mercado de alimentos nutritivos parece ter uma nova moda - como o açaí, o chá de kombucha e o suco de grama de trigo.
Muitos tipos de alimentos - desde sementes estranhas a iogurtes carregados com bactérias - já passaram pelas mesas daqueles que buscam um estilo de vida mais saudável.
Agora uma nova especiaria latino-americana foi acrescentada a essa lista de "superalimentos" que prometem aumentar a longevidade. São as sementes de chia, também conhecida como "sálvia hispânica L".
O alimento pertence à família da menta e é de origem mexicana. A planta brota em poucos dias, mas os nutricionistas estão mais interessados nas suas sementes minúsculas.
As sementes são ricas em antioxidantes e minerais, e têm mais ômega 3 do que o salmão e mais fibras do que as sementes de linho. Os mais entusiasmados chegam a falar em "a melhor das supercomidas" ou até "milagrosa".
Já outros não se sentem nem um pouco atraídos pelo sabor ou pelo preço. O quilo do produto pode custar o equivalente a R$ 80 em algumas lojas e sites especializados.
Na Grã-Bretanha, elas só podem ser comercializadas como ingredientes para fabricação do pão, mas nas próximas semanas a agência reguladora do país pretende ampliar o uso das sementes - que poderão ser usadas em cereais e bolos, entre outros produtos.
Pelo mundo, a chia está se tornando cada vez mais popular. Em 2011, 72 produtos à base da semente chegaram ao mercado em diversos países. Só neste ano, 28 novos produtos já foram lançados. Em 2006, a média de novos lançamentos contendo chia era de apenas seis por ano.
Os Estados Unidos estão entre os maiores consumidores da sálvia hispânica L, com 34 novos produtos à base da semente desde o começo do ano passado. São alimentos como balas, lanches, temperos, iogurtes e até mesmo papinhas de bebês.
Os entusiastas dizem que o alimento reduz o risco de inflamações, melhora a saúde cardíaca e estabiliza o nível de açúcar no sangue. Uma pequena colherada é indicada para quase qualquer tipo de mal.
"Em termos de conteúdo nutritivo, uma colherada de chia é como se fosse uma batida feita de salmão, espinafre e hormônio de crescimento humano", diz Christopher McDougall, autor do livro Born to Run ("Nascidos para Correr", em tradução livre), sobre uma tribo de indígenas mexicanos conhecidos por correrem longos períodos. A base da alimentação da tribo são as sementes de chia, que estão sendo adotadas por alguns atletas americanos.
"Se você pudesse escolher apenas um alimento para levar a uma ilha deserta, você não conseguiria escolher algo muito melhor do que a chia, se você estiver interessado em ficar musculoso, reduzir o colesterol e o risco de doenças cardíacas."
Culto
Apesar do modismo, as sementes já são conhecidas pelos mexicanos há vários séculos. Os astecas já usavam a semente para fins medicinais e em cerimônias religiosas, segundo Wayne Coates, outro entusiasta do produto, que também escreveu um livro sobre a chia.
A nutricionista Elisabeth Weichselbaum, da Fundação Britânica de Nutrição, disse desconhecer a semente, mas ela afirma não acreditar em nenhum tipo de "superalimento" que é vendido como milagroso.
"É verdade que alguns alimentos possuem mais vitaminas e minerais, mas nenhum alimento único nos fornece tudo que precisamos. A melhor forma de se ser saudável é comer uma grande variedade de comidas", diz ela.
Jeffrey Walters, que é dono de uma empresa que fabrica alimentos com chia, disse que já recebeu perguntas e pedidos de todos os tipos de pessoas ou entidades - desde o programa da ONU para alimentos,que queria aumentar o valor nutritivo das porções de arroz fornecidas aos mais necessitados, a grupos que estão estocando alimentos em preparação para uma catástrofe natural.
Walters afirma que a sua empresa tem dobrado as vendas do produto a cada dois anos.
David Nieman, diretor de um laboratório da Universidade de Appalachian State, no Estado americano da Carolina do Norte, analisou o conteúdo nutritivo da chia e seu impacto na saúde, em uma série de pesquisas. Ele afirma que o valor nutritivo das sementes é "maravilhoso", mas que não se trata de uma "pílula mágica".
"Se você moer a semente e espalhar sobre cereais ou iogurte, ou colocá-la em sucos, você estará dando um grande impulso de nutrientes à sua refeição. Você definitivamente estará acrescentando minerais, fibras, proteínas e ômega-3", disse Nieman.
"Mas isso vai curar de forma mágica algumas doenças ou diminuir fatores de risco? Alguns fanáticos tratam a chia como se pertencessem a um culto. Eles acham que a semente é capaz de tudo. Em análises de dez a 12 semanas, não foi possível observar qualquer mudança no risco de doenças em pessoas normais."
A pesquisadora Catherine Ulbricht, da Natural Standard Research Collaboration, também alerta para as pessoas não considerarem a chia um "alimento milagroso". Ela recomenda que as pessoas evitem abusar do produto, já que mesmo alimentos totalmente naturais trazem efeitos colaterais.
Fonte: BBC
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Friday, March 30, 2012
Por que meu filho é vegetariano
Andrea Godoy
Vou começar meu texto com um diálogo que tive hoje com uma mãe que mora no meu prédio:
-Meu filho é vegetariano , assim como eu. Nunca comeu carne, desde que nasceu.
-Ah, então ele come só legumes?
Será que as pessoas realmente pensam que vegetarianos só comem legumes? Que dieta mais chata seria essa, hein?
A falta de informação me faz ser taxada de louca, excêntrica ou radical. Sou vegetariana há 5 anos. Parei de comer carne vermelha muito tempo antes. Parei porque depois de muita pesquisa e leitura, descobri como o caminho para que o bifinho esteja no prato é tortuoso e cruel.
É incrível ver tanta gente cuidando de um cachorro como se fosse seu filho , mas realmente não pensando de onde vem aquele pedaço de picanha do churrasco com os amigos. No site do Instituto Nina Rosa , dá para ter uma idéia do que eu estou falando, não vem ao caso detalhar isso aqui.
Esse é meu motivo. É no que acredito. Não quero ser cúmplice dessa barbaridade e alimentar essa indústria. E também por saber que a proteína, o ferro etc., que fazem a gente acreditar desde sempre que só possa vir da carne, pode sim vir através de uma dieta vegetariana.
O Davi está com um ano e meio. Adora comer, e come bem. Come arroz integral, feijão, lentilha, tofu, quinua, brotos, nozes, frutas, legumes, vegetais, cereais. Nunca ficou doente. Não tem anemia. É uma criança saudável e ativa.
Sou uma pessoa que não gosta muito de discutir o assunto. Acho mesmo muito difícil ter que explicar por que sou vegetariana. A maioria das vezes, quando estou em festas , simplesmente não menciono, agradeço e não como. Normalmente, já almoço antes de almoços onde sei que vai ter carne. Assim tem sido até então. Já passei por situações constrangedoras, onde me senti profundamente desrepeitada por brincadeiras de parentes ou desconhecidos.
Sei me cuidar, levo comidinhas para todos os lados e vivo bem dessa maneira. Agora, a preocupação é com o Davi. Não em relação a ele ficar desnutrido, porque dou uma dieta muito balanceada, e ele até agora não reclamou (risos). Minha preocupação é quando ele começar a frequentar lugares sem que eu esteja junto.
Na verdade, meu pensamento é dar essa alimentação para ele enquanto eu tiver todo o poder de escolha de seus alimentos, e assim que ele começar a entender como são as coisas, explicar que a carne vem dos bichinhos, e tentar fazer com que ele entenda. Quando ele for maior , se quiser experimentar, é claro, não vou proibir, ele poderá fazer suas escolhas, mas acredito que os que comem carne , só comem por hábito adquirido e a cultura em que vivem.
Para quem quer começar essa dieta ou ao menos está interessado em aprender sobre nutrientes recomendo o livro “Alimentação sem carne” , de Eric Slywitch. É um livro super completo, com vários quadros relacionando alimentos e seus nutrientes, inclusive de carnes também. Você consegue achar facilmente que alimento possui cálcio, ferro, zinco, etc., e suas quantidades. Dá para descobrir vários alimentos que a gente nem dá muita importância, e que são super nutritivos, como gergelim, salsinha, orégano, sementes. É um bom guia até para quem não é vegetariano.
No aniversário do Davi, tive que convencer a moça que faria os salgados que só queria salgados vegetarianos e assados. E até ela não queria aceitar minha decisão. Fui firme, dei a lista de recheios interessantes e só tive elogios depois da festa. Ninguém sentiu falta de carne, e me senti vitoriosa por seguir o que eu acredito. Quem vai reclamar de salgadinhos com ingerdientes como tomate seco, ricota, escarola, passas, amêndoas, palmito, só coisas gostosas?
Gostaria que os hábitos dele continuassem os mais saudáveis possíveis. Acredito estar fazendo o melhor para ele. E quando ele for para escola, quando tiver que escolher, que saiba o que está por trás de um cachorro quente. É gostoso , é divertido, é colorido. É, sim. Mas já pararam para ler o rótulo? Olha o que eu encontrei na internet: “A matéria-prima da salsicha é a chamada carne industrial, composta principalmente de sobras e aparas dos cortes tradicionais e de regiões pouco valorizadas de boi, frango e porco. O passo seguinte é juntar à matéria-prima doses de sal, amido de milho, temperos e conservantes (como nitrito de sódio), que dão uma coloração rosada à mistura. A receita fica então com cerca de 55% de carne e 45% de outros ingredientes. A mistura é usada para encher as tripas, que podem ser naturais (como intestinos de carneiro, por exemplo) ou artificiais, feitas de plástico ou celulose" (texto daqui ). Você realmente daria isso para seu filho comer? Eu, não.
Pessoas que adotam caminhos diferentes da maioria precisam acreditar muito em suas escolhas. Preciso lembrar até minha mãe, toda vez que eu a encontro, que o Davi não come frango, nem peixe. Imagina então para os outros. Não é fácil, mas é preciso estar preparado para enfrentar as situações com confiança, e realmente acreditar que está fazendo o que acha melhor para você e para seu filho.
Fonte: Mamíferas
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