Os mecanismos para a luta contra a mudança climática devem ser fortalecidos e ter maior transparência a fim de reduzir os crescentes riscos de corrupção, afirmou a Transparência Internacional (TI) em um relatório divulgado neste sábado (30). O relatório, intitulado Corrupção Global: Mudanças Climáticas, foi elaborado com contribuições de mais de 50 especialistas e determinou que um monitoramento mais efetivo é necessário nos países que enfrentam maior impacto do aquecimento global, o que faria com que as políticas funcionem corretamente.
No ranking do grupo, sediado em Berlim, sobre as nações com maior risco de corrupção, no qual 0 significa extremamente corrupto e 10 equivale a “muito íntegro”, nenhum dos 20 países afetados pelas mudanças climáticas, especialmente na África e no sul da Ásia, obteve pontuação superior a 3,5. O relatório considerou que o Afeganistão possui o maior risco de corrupção com uma pontuação de 1,4, enquanto a Tailândia obteve nota de 3,5.
Espera-se que os investimentos totais para combater as mudanças climáticas se aproximem de US$ 700 milhões em 2020. “De onde fluem novos fluxos de dinheiro por meio de mercados e mecanismos novos, sempre existe o risco de corrupção”, assinalou o relatório da TI. Os riscos de corrupção são altos devido à complexidade, à incerteza e à falta de experiência com muitos temas vinculados ao aquecimento global e à proteção do meio ambiente, disse o relatório. (Fonte: Portal Terra)
Tuesday, May 03, 2011
Wednesday, April 27, 2011
Geração de lixo em 2010 foi seis vezes superior ao crescimento da população
O Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, quantia 6,8% superior ao registrado em 2009 e seis vezes superior ao índice de crescimento populacional urbano apurado no mesmo período.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (26), são do Panorama dos Resíduos Sólidos, estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). O levantamento aponta que a média de lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (kg), montante 5,3% superior ao de 2009 (359 kg).
Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, das 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7% superior à de 2009.
O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado tiveram destinação adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários, ante um índice de 56,8% no ano de 2009.
Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. “Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009”, afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.
Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. “É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária”, ressaltou o diretor.
Os dados, divulgados nesta terça-feira (26), são do Panorama dos Resíduos Sólidos, estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). O levantamento aponta que a média de lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (kg), montante 5,3% superior ao de 2009 (359 kg).
Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, das 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7% superior à de 2009.
O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado tiveram destinação adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários, ante um índice de 56,8% no ano de 2009.
Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. “Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009”, afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.
Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. “É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária”, ressaltou o diretor.
Thursday, April 07, 2011
Floresta amazônica perdeu 19 km² no primeiro bimestre de 2011, diz Inpe
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta quarta-feira (6) que detectou 19,2 km² de desmatamento na Amazônia Legal em janeiro e fevereiro de 2011. A área equivale a cerca de 12 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou a área quase equivalente à da Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco.
A área desmatada pode ser muito maior, já que as nuvens cobriram 85% da região em janeiro e 93% em fevereiro, dificultando o monitoramento por satélites. O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação no bioma, detectou apenas para o mês de fevereiro deste ano uma derrubada de 63 km² de floresta. A Amazônia Legal equivale a toda a Região Norte do país, mais Mato Grosso e parte do Maranhão.
Mato Grosso lidera a área desmatada para janeiro e fevereiro, segundo os dados do Inpe. Da derrubada observada no período, mais de 14 km² ocorreram no estado. O Maranhão teve pouco mais de 4 km² de devastação no primeiro bimestre de 2011 e o Pará, 0,52 km². Amazônia passa por sua época chuvosa e, por isso, o Inpe tem divulgado os dados da devastação bimestralmente.
O instituto, sediado em São José dos Campos (SP), ressalta que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não representam medição exata do desmatamento mensal na região.
A comparação do período entre agosto de 2009 a fevereiro de 2010 com os mesmos meses entre 2010 e 2011 trazem o que pode ser um indicativo de estagnação na redução da devastação da região. Entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010 o Deter observou 1354 km² de floresta desmatada ou degradada nesses meses, enquanto entre 2010 e 2011 foram 1255 km².
Comparando apenas os meses de janeiro e fevereiro de 2010 e 2011, há uma diminuição, já que no ano passado foram detectados 208 km² de devastação neste bimestre, contra os 19 km² divulgados nesta quarta. O Inpe ressalta, no entanto, que o Deter não é um sistema adequado à soma e comparação de áreas, já que não é tão preciso quando o Prodes, a aferição anual da destruição da floresta amazônica.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comentou os dados de desmatamento da Amazônia nesta quarta, durante evento em Brasília (DF), e disse que o governo deverá chamar, ainda no mês de abril , os governadores dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia para discutir medidas de redução de índices de desmatamento na região.
“O próximo passo é chamar os governos estaduais para discutir estes números. Daqui a duas semanas, vamos conversar sobre o que está acontecendo. Temos de ter uma estratégia conjunta para isto. Há uma preocupação em particular com esses estados. O ministério, junto com o Ibama, vai chamar o governo e tentar ser mais ativo contra o desmatamento”, disse. (Fonte: Globo Natureza)
A área desmatada pode ser muito maior, já que as nuvens cobriram 85% da região em janeiro e 93% em fevereiro, dificultando o monitoramento por satélites. O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação no bioma, detectou apenas para o mês de fevereiro deste ano uma derrubada de 63 km² de floresta. A Amazônia Legal equivale a toda a Região Norte do país, mais Mato Grosso e parte do Maranhão.
Mato Grosso lidera a área desmatada para janeiro e fevereiro, segundo os dados do Inpe. Da derrubada observada no período, mais de 14 km² ocorreram no estado. O Maranhão teve pouco mais de 4 km² de devastação no primeiro bimestre de 2011 e o Pará, 0,52 km². Amazônia passa por sua época chuvosa e, por isso, o Inpe tem divulgado os dados da devastação bimestralmente.
O instituto, sediado em São José dos Campos (SP), ressalta que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não representam medição exata do desmatamento mensal na região.
A comparação do período entre agosto de 2009 a fevereiro de 2010 com os mesmos meses entre 2010 e 2011 trazem o que pode ser um indicativo de estagnação na redução da devastação da região. Entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010 o Deter observou 1354 km² de floresta desmatada ou degradada nesses meses, enquanto entre 2010 e 2011 foram 1255 km².
Comparando apenas os meses de janeiro e fevereiro de 2010 e 2011, há uma diminuição, já que no ano passado foram detectados 208 km² de devastação neste bimestre, contra os 19 km² divulgados nesta quarta. O Inpe ressalta, no entanto, que o Deter não é um sistema adequado à soma e comparação de áreas, já que não é tão preciso quando o Prodes, a aferição anual da destruição da floresta amazônica.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comentou os dados de desmatamento da Amazônia nesta quarta, durante evento em Brasília (DF), e disse que o governo deverá chamar, ainda no mês de abril , os governadores dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia para discutir medidas de redução de índices de desmatamento na região.
“O próximo passo é chamar os governos estaduais para discutir estes números. Daqui a duas semanas, vamos conversar sobre o que está acontecendo. Temos de ter uma estratégia conjunta para isto. Há uma preocupação em particular com esses estados. O ministério, junto com o Ibama, vai chamar o governo e tentar ser mais ativo contra o desmatamento”, disse. (Fonte: Globo Natureza)
Monday, April 04, 2011
Japão irá despejar 11.500 toneladas de água radioativa no mar
A Tokyo Electric Power (Tepco), companhia operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, irá despejar no mar cerca de 11.500 toneladas de água radioativa acumuladas nas instalações da central, anunciou nesta segunda-feira a agência Jiji.
Um porta-voz da Tepco afirmou que "cerca de 10.000 toneladas de água depositada nas piscinas e 1.500 toneladas atualmente nos reatores 5 e 6" serão despejadas no oceano Pacífico.
A fonte indicou que a concentração de radioatividade na água em questão é cem vezes maior que o limite legal, o que considerou relativamente baixa.
"Não temos outra opção senão despejar essa água contaminada no oceano como medida de segurança", disse à televisão local o porta-voz do governo, Yukio Edano.
O objetivo da operação é abrir espaço nesses lugares para poder transferir para ali a água com uma radioatividade ainda mais elevada que inunda os prédios de turbinas dos reatores 1, 2 e 3, e que dificulta seriamente os trabalhos dos operários da Tepco para resfriá-los.
VAZAMENTO
A Tepco usou nesta segunda líquido com corante em um túnel próximo ao reator 2 da central para tentar determinar a rota pela qual a água radioativa vaza para o mar.
Segundo a rede de televisão NHK, os funcionários verteram o líquido de cor branca em um túnel que conduz à fossa onde no último sábado (2) foi detectada uma rachadura de cerca de 20 centímetros, que permite que água com uma elevada radioatividade escape para o mar.
Tentou-se deter o vazamento selando a rachadura com concreto e injetando polímero em pó para absorver a água, mas nenhum desses dois recursos obteve sucesso.
O objetivo do corante é poder seguir a rota exata pela qual chega ao mar a água contaminada, que por causa de seu elevado nível de radioatividade se acredita que poderia proceder do núcleo do reator 2.
A Tepco trabalha com várias possibilidades para deter o vazamento ao mar, como tentar tapar a rachadura com produtos químicos ou instalar uma barreira no litoral para conter a água radioativa.
De forma paralela, os técnicos continuam os esforços para drenar a água radioativa que inunda os porões dos prédios de turbinas das unidades 1, 2 e 3, que dificulta seriamente os trabalhos para esfriar os reatores da central de Fukushima.
Um porta-voz da Tepco afirmou que "cerca de 10.000 toneladas de água depositada nas piscinas e 1.500 toneladas atualmente nos reatores 5 e 6" serão despejadas no oceano Pacífico.
A fonte indicou que a concentração de radioatividade na água em questão é cem vezes maior que o limite legal, o que considerou relativamente baixa.
"Não temos outra opção senão despejar essa água contaminada no oceano como medida de segurança", disse à televisão local o porta-voz do governo, Yukio Edano.
O objetivo da operação é abrir espaço nesses lugares para poder transferir para ali a água com uma radioatividade ainda mais elevada que inunda os prédios de turbinas dos reatores 1, 2 e 3, e que dificulta seriamente os trabalhos dos operários da Tepco para resfriá-los.
VAZAMENTO
A Tepco usou nesta segunda líquido com corante em um túnel próximo ao reator 2 da central para tentar determinar a rota pela qual a água radioativa vaza para o mar.
Segundo a rede de televisão NHK, os funcionários verteram o líquido de cor branca em um túnel que conduz à fossa onde no último sábado (2) foi detectada uma rachadura de cerca de 20 centímetros, que permite que água com uma elevada radioatividade escape para o mar.
Tentou-se deter o vazamento selando a rachadura com concreto e injetando polímero em pó para absorver a água, mas nenhum desses dois recursos obteve sucesso.
O objetivo do corante é poder seguir a rota exata pela qual chega ao mar a água contaminada, que por causa de seu elevado nível de radioatividade se acredita que poderia proceder do núcleo do reator 2.
A Tepco trabalha com várias possibilidades para deter o vazamento ao mar, como tentar tapar a rachadura com produtos químicos ou instalar uma barreira no litoral para conter a água radioativa.
De forma paralela, os técnicos continuam os esforços para drenar a água radioativa que inunda os porões dos prédios de turbinas das unidades 1, 2 e 3, que dificulta seriamente os trabalhos para esfriar os reatores da central de Fukushima.
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