Wednesday, February 23, 2011

USP faz campanha contra os casos de abandono de animais

Quem entra na USP, no Butantã, na zona oeste de São Paulo, vê a imagem do olho de um cão e o alerta: "Abandono de animais é crime. Estamos de olho."

Há dez anos, a universidade vem se empenhando para proteger os animais abandonados, desde que o programa USP Convive foi criado. Nesse período, a iniciativa conseguiu a adoção para cerca de 2.000 animais.

Os outdoors "ameaçadores", instalados no ano passado, surtiram algum efeito: em vez de 30 cães abandonados no fim de ano, que é a época em que os casos mais ocorrem, foram cerca de dez.

Mas o campus não para de receber os despejos, que são feitos por pessoas que levam os animais escondidos no porta-malas dos carros."Já deixaram até coelhos, patos, galinhas, maritacas", afirma Elizabeth Rabóczkay, uma das voluntárias que trabalham no canil-destino dos cães abandonados.
À medida que os animais são entregues para adoção --cerca de dez por mês-- novos hóspedes recebem comida e são vacinados, castrados e vermifugados.

Eles costumam ser abandonados quando já estão velhos ou doentes, e muitos morrem atropelados ou vitimados por tiros, venenos, esfaqueamentos e água quente jogada por vândalos.

Quem se interessar em adotar um animal pode acessar o site Patinhas Online (www.patinhasonline.com.br), parceiro do programa, ou agendar uma visita ao canil por meio do telefone 0/xx/11/3091-4591.

Friday, February 18, 2011

Japão suspende caça às baleias na Antártida

TÓQUIO, 18 Fev 2011 (AFP) -O Japão decidiu suspender sua campanha de caça às baleias na Antártida até o final da atual temporada, informou nesta sexta-feira (18) o ministro da Agricultura e Pesca, Michihiko Kano.

"O ministro disse que a campanha será suspensa devido à dificuldade de se garantir a segurança das tripulações diante do assédio incessante da Sea Shepherd", a organização ecológica que ataca os pesqueiros japoneses, revelou a TV estatal NHK.

A Agência de Pesca já havia anunciado, na quarta-feira, a suspensão das atividades do Nisshin Maru, navio-fábrica da frota baleeira, por questões de segurança.

O Japão caça anualmente centenas de baleias na Antártica em nome da "pesquisa científica", já que a captura comercial do cetáceo está proibida desde 1986. As autoridades japonesas afirmam que o consumo de carne de baleia é uma tradição ancestral no arquipélago.

Monday, February 07, 2011

Na Antártida, brasileiros tentam evitar abate de baleias

A paisagem é linda, mas os voluntários que vão à Antártida tentar evitar a morte de baleias vivem em tensão permanente de guerra com os navios baleeiros.

Os métodos da ONG Sea Shepherd são variados. A fotógrafa carioca Bárbara Veiga, 27, exemplifica: "Conseguimos, por meio de cordas com metal dentro que se enrolam na hélice, interceder em um dos navios, que agora está parado. Eles provavelmente terão de colocar alguns mergulhadores na água para cortar a corda, e devem atrasar a caça por dias."

Além dos cabos, os voluntários lançam projéteis com gás de pimenta no deque dos barcos baleeiros japoneses. Se necessário, eles também ficam no caminho entre os navios caçadores e as baleias, ou tentam danificar seus radares, para que os animais não sejam localizados.

Todas essas atitudes são, claro, revidadas. A brasileira Veiga, que está desde 5 de dezembro a bordo do Steve Irwin, barco da Sea Shepherd (com mais quatro membros do Brasil), diz se sentir sob risco constante.

Mas, para ela, "não há nada mais especial do que documentar este crime". Não é a primeira vez que Veiga participa de uma ONG: ela já foi do Greenpeace por quatro anos. Faz isso por causa dos seus ideais.

No Sea Shepherd, a sensação de insegurança descrita por Veiga é compartilhada por outro voluntário. "Uma vez, japoneses atiraram contra o nosso navio. Todos nós ficamos dentro, mas, quando o capitão Paul Watson saiu, ele levou um tiro no peito. Graças a Deus, ele estava com colete à prova de balas", diz o relações-públicas Daniel Fracasso, 31, que esteve na primeira campanha da Sea Sheperd, de dezembro de 2002, com outros 44 tripulantes.

Os quase 3 milhões de litros de dispersante da BP ainda continuam no mar

Possivelmente um dos mais controversos elementos da saga do derramamento de petróleo da BP no Golfo foi o uso em larga escala do dispersante químico Corexit, que supostamente ajudaria na degradação do óleo, tanto na fonte do vazamento, quanto na superfície do mar.

Fonte: Treehugger/ Chicago Press Release
A Agência Ambiental dos Estados Unidos (EPA) alertou a BP para parar com a prática, mas a companhia continuou, alegando que o produto iria quebrar todas as partículas de petróleo. Um novo estudo acaba de mostrar que não foi esse o caso, os quase 3 milhões de litros de dispersantes derramados continuam circulando pelo mar há meses.

É isso mesmo, de acordo com um estudo recentemente publicado na Environmental Science & Technology, os dispersantes, longe do estado de degradação, continuam circulando pelo mar faz meses.

De acordo com Care2, o estudo “descobriu que ao contrário do que se acreditava, o dispersante não se degradou mas se moveu com a massa de óleo até pelo menos setembro de 2010.” E é claro quem acompanhou a saga dos dispersantes sabe que “antes do desastre do derramamento de petróleo no Golfo, não houve aplicação de nenhum tipo de dispersante em água profundas.” Além disso, ainda não há nenhuma comprovação de que o produto tenha trazido algum benefício, ou mesmo tenha piorado a situação.

O Corexit foi supostamente criado para ajudar na degradação, mas taxas específicas do produto nunca foram reportadas, disse Carys Mitchelmore, do Centro de Ciências Ambientais da Universidade de Maryland, nos EUA. A persistência do dispersante neste novo papel foi algo inesperado.

O fato é que agora nós só não temos certeza se o uso do dispersante é perigoso para os ecossistemas aquáticos ou não, como também se o produto age como um biodegradante da maneira que se supõe.