Friday, February 18, 2011

Japão suspende caça às baleias na Antártida

TÓQUIO, 18 Fev 2011 (AFP) -O Japão decidiu suspender sua campanha de caça às baleias na Antártida até o final da atual temporada, informou nesta sexta-feira (18) o ministro da Agricultura e Pesca, Michihiko Kano.

"O ministro disse que a campanha será suspensa devido à dificuldade de se garantir a segurança das tripulações diante do assédio incessante da Sea Shepherd", a organização ecológica que ataca os pesqueiros japoneses, revelou a TV estatal NHK.

A Agência de Pesca já havia anunciado, na quarta-feira, a suspensão das atividades do Nisshin Maru, navio-fábrica da frota baleeira, por questões de segurança.

O Japão caça anualmente centenas de baleias na Antártica em nome da "pesquisa científica", já que a captura comercial do cetáceo está proibida desde 1986. As autoridades japonesas afirmam que o consumo de carne de baleia é uma tradição ancestral no arquipélago.

Monday, February 07, 2011

Na Antártida, brasileiros tentam evitar abate de baleias

A paisagem é linda, mas os voluntários que vão à Antártida tentar evitar a morte de baleias vivem em tensão permanente de guerra com os navios baleeiros.

Os métodos da ONG Sea Shepherd são variados. A fotógrafa carioca Bárbara Veiga, 27, exemplifica: "Conseguimos, por meio de cordas com metal dentro que se enrolam na hélice, interceder em um dos navios, que agora está parado. Eles provavelmente terão de colocar alguns mergulhadores na água para cortar a corda, e devem atrasar a caça por dias."

Além dos cabos, os voluntários lançam projéteis com gás de pimenta no deque dos barcos baleeiros japoneses. Se necessário, eles também ficam no caminho entre os navios caçadores e as baleias, ou tentam danificar seus radares, para que os animais não sejam localizados.

Todas essas atitudes são, claro, revidadas. A brasileira Veiga, que está desde 5 de dezembro a bordo do Steve Irwin, barco da Sea Shepherd (com mais quatro membros do Brasil), diz se sentir sob risco constante.

Mas, para ela, "não há nada mais especial do que documentar este crime". Não é a primeira vez que Veiga participa de uma ONG: ela já foi do Greenpeace por quatro anos. Faz isso por causa dos seus ideais.

No Sea Shepherd, a sensação de insegurança descrita por Veiga é compartilhada por outro voluntário. "Uma vez, japoneses atiraram contra o nosso navio. Todos nós ficamos dentro, mas, quando o capitão Paul Watson saiu, ele levou um tiro no peito. Graças a Deus, ele estava com colete à prova de balas", diz o relações-públicas Daniel Fracasso, 31, que esteve na primeira campanha da Sea Sheperd, de dezembro de 2002, com outros 44 tripulantes.

Os quase 3 milhões de litros de dispersante da BP ainda continuam no mar

Possivelmente um dos mais controversos elementos da saga do derramamento de petróleo da BP no Golfo foi o uso em larga escala do dispersante químico Corexit, que supostamente ajudaria na degradação do óleo, tanto na fonte do vazamento, quanto na superfície do mar.

Fonte: Treehugger/ Chicago Press Release
A Agência Ambiental dos Estados Unidos (EPA) alertou a BP para parar com a prática, mas a companhia continuou, alegando que o produto iria quebrar todas as partículas de petróleo. Um novo estudo acaba de mostrar que não foi esse o caso, os quase 3 milhões de litros de dispersantes derramados continuam circulando pelo mar há meses.

É isso mesmo, de acordo com um estudo recentemente publicado na Environmental Science & Technology, os dispersantes, longe do estado de degradação, continuam circulando pelo mar faz meses.

De acordo com Care2, o estudo “descobriu que ao contrário do que se acreditava, o dispersante não se degradou mas se moveu com a massa de óleo até pelo menos setembro de 2010.” E é claro quem acompanhou a saga dos dispersantes sabe que “antes do desastre do derramamento de petróleo no Golfo, não houve aplicação de nenhum tipo de dispersante em água profundas.” Além disso, ainda não há nenhuma comprovação de que o produto tenha trazido algum benefício, ou mesmo tenha piorado a situação.

O Corexit foi supostamente criado para ajudar na degradação, mas taxas específicas do produto nunca foram reportadas, disse Carys Mitchelmore, do Centro de Ciências Ambientais da Universidade de Maryland, nos EUA. A persistência do dispersante neste novo papel foi algo inesperado.

O fato é que agora nós só não temos certeza se o uso do dispersante é perigoso para os ecossistemas aquáticos ou não, como também se o produto age como um biodegradante da maneira que se supõe.

Friday, December 10, 2010

Prisão é obrigada a ressarcir detento por não oferecer dieta vegetariana

Preso disse que não podia se recusar a comer carne na prisão Um detento polonês ganhou o direito de ser ressarcido em 3 mil euros (cerca de R$ 6.750) por não ter garantido o direito de continuar a sua dieta vegetariana na prisão.

Janusz Jakóbski, que cumpre pena de oito anos na prisão de Nowogród por estupro, segue regras estritas de não ingerir carne por causa de sua religião budista mahayana.

Ele apelou para a Corte Europeia de Direitos Humanos depois que seus pedidos de pratos vegetarianos foram seguidamente recusados pela prisão.

O governo polonês diz que não tem recursos para adequar as refeições dos detentos de acordo com as diferentes dietas existentes.

Entretanto, a Corte entendeu que o vegetarianismo é um aspecto essencial da religião de Jacóbski, e que, portanto, a liberdade religiosa do prisioneiro foi violada.

Na sentença, o painel de juízes aceitou que, "em outros casos, a Corte sustentou que observar restrições alimentares pode ser considerada como uma expressão direta de crenças religiosas".

"Enquanto a Corte está preparada para aceitar que a decisão de adotar uma dieta especial para um prisioneiro dentro do sistema pode ter implicações financeiras para a instituição de custódia, foi preciso considerar se o Estado (da Polônia) chegou a um equilíbrio justo entre os diferentes interesses envolvidos." A prisão chegou a servir para ele pratos sem carne de porco, mas contendo outros tipos de carne e peixe.

Jacóbski, cuja sentença termina no ano que vem, argumentou que não podia recusar as refeições porque, dessa forma, poderia ser considerado em greve de fome e punido.

Entretanto, um porta-voz das autoridades polonesas disse não estar totalmente convencido da veracidade das alegações do polonês.

Em uma declaração ao jornal "The Daily Telegraph", o capitão Artur Bojanowicz acusou o preso de, no passado, se declarar católico fervente e brigar para ter uma cruz na cela.

"Não estamos totalmente inclinados a crer que ele seja sincero e que as demandas não estejam ligadas a um desejo de irritar o serviço penitenciário e o sistema judicial", disse o porta-voz.

FOnte: BBC Brasil