Friday, December 10, 2010
Prisão é obrigada a ressarcir detento por não oferecer dieta vegetariana
Janusz Jakóbski, que cumpre pena de oito anos na prisão de Nowogród por estupro, segue regras estritas de não ingerir carne por causa de sua religião budista mahayana.
Ele apelou para a Corte Europeia de Direitos Humanos depois que seus pedidos de pratos vegetarianos foram seguidamente recusados pela prisão.
O governo polonês diz que não tem recursos para adequar as refeições dos detentos de acordo com as diferentes dietas existentes.
Entretanto, a Corte entendeu que o vegetarianismo é um aspecto essencial da religião de Jacóbski, e que, portanto, a liberdade religiosa do prisioneiro foi violada.
Na sentença, o painel de juízes aceitou que, "em outros casos, a Corte sustentou que observar restrições alimentares pode ser considerada como uma expressão direta de crenças religiosas".
"Enquanto a Corte está preparada para aceitar que a decisão de adotar uma dieta especial para um prisioneiro dentro do sistema pode ter implicações financeiras para a instituição de custódia, foi preciso considerar se o Estado (da Polônia) chegou a um equilíbrio justo entre os diferentes interesses envolvidos." A prisão chegou a servir para ele pratos sem carne de porco, mas contendo outros tipos de carne e peixe.
Jacóbski, cuja sentença termina no ano que vem, argumentou que não podia recusar as refeições porque, dessa forma, poderia ser considerado em greve de fome e punido.
Entretanto, um porta-voz das autoridades polonesas disse não estar totalmente convencido da veracidade das alegações do polonês.
Em uma declaração ao jornal "The Daily Telegraph", o capitão Artur Bojanowicz acusou o preso de, no passado, se declarar católico fervente e brigar para ter uma cruz na cela.
"Não estamos totalmente inclinados a crer que ele seja sincero e que as demandas não estejam ligadas a um desejo de irritar o serviço penitenciário e o sistema judicial", disse o porta-voz.
FOnte: BBC Brasil
Monday, December 06, 2010
Alimentos de cor laranja trazem longevidade, de acordo com estudo
Por Roni Caryn RabinComa cenoura. E um pouco da abóbora que sobrou de ontem.
Pessoas com altos níveis de alfa-caroteno no sangue – o antioxidante encontrado em frutas e vegetais de cor laranja – vivem mais e possuem menor probabilidade de morrer de doença cardíaca e câncer do que pessoas com pouca ou nenhuma quantidade de alfa-caroteno no sangue, de acordo com um novo estudo.
O estudo não prova a relação de causa e efeito, apenas uma associação.
Mesmo assim, os resultados são intrigantes. Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças analisaram níveis de alfa-caroteno em amostras de sangue de mais de 15 mil adultos que participaram de um estudo de acompanhamento da terceira Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição, de 1988 a 1994. Até 2006, os pesquisadores observaram que 3.810 participantes tinham morrido. Os que tinham maiores níveis de alfa-caroteno tiveram maior probabilidade de terem sobrevivido, mesmo depois que os cientistas controlaram variáveis como idade e tabagismo.
As pessoas com maior concentração do antioxidante tinham quase 40% menos probabilidade de terem morrido do que as com concentração menor de alfa-caroteno. Os indivíduos com níveis intermediários tinham probabilidade 27% menor de terem morrido do que aqueles com concentração menor de alfa-caroteno.
"É muito impressionante", disse o epidemiologista Dr. Chaoyang Li, principal autor do estudo, que foi publicado online no dia 22 de novembro no "Archives of Internal Medicine".
Tradutor:
Gabriela d'Ávila
Thursday, November 25, 2010
Sea Shepherd levará Whale Wars para a Dinamarca
A Sea Shepherd Conservation Society retornará para o protetorado dinamarquês das Ilhas Faroé no verão de 2011, com um plano para deter o massacre terrível de milhares de baleias-piloto.“O que fazem nas Ilhas Faroé ainda é mais cruel do que a matança de golfinhos em Taiji, no Japão”, afirmou Steve Roest, Diretor Executivo da Sea Shepherd do Reino Unido. “A campanha que a Sea Shepherd começou em Taiji levou à produção do filme vencedor do Oscar, ‘The Cove’. Precisamos dar atenção semelhante sobre o que acontece nas Ilhas Faroé”.
O fundador e presidente da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson, levará um navio e sua tripulação para as Ilhas Faroé com uma nova abordagem tecnológica, para interferir no massacre que os moradores das ilhas
chamam de “A Trituração”.
Durante o verão de 2010, a Sea Shepherd e a Fundação Brigitte Bardot realizaram uma experiência nas Ilhas Faroé utilizando dispositivos acústicos para manter as baleias-piloto fora da costa das ilhas. Os dispositivos trouxeram resultados positivos e a Sea Shepherd irá implantar uma cortina de dispositivos entre as baleias e seus assassinos nas ilhas, em 2011.
A Sea Shepherd também levará câmeras para as Ilhas Faroé para documentar o conflito para a televisão. “Teremos tripulação nas praias, na água, debaixo d’água e no ar”, disse o Capitão Paul Watson. “É hora de divulgarmos este espetáculo horroroso que acontece fora da água de uma vez por todas. Matar baleias é uma violação da Convenção de Berna e a Dinamarca tem de ser punida. Se os moradores das ilhas desfrutam dos benefícios da União Europeia, eles precisam respeitar as leis da União Europeia”.
Atualmente, os moradores da ilha alegam isenção das leis europeias, porque são um protetorado da Dinamarca, ainda que recebam todos os benefícios da União Europeia.
“Desafiamos a Marinha dinamarquesa a nos parar, porque se eles intervirem para nos impedir de fazermos cumprir a Convenção de Berna, acusaremos a Dinamarca de não cumprir com as leis europeias”, disse o Capitão Watson.
A Sea Shepherd tem uma equipe em tempo integral, chamada Cove Guardians, em Taiji, no Japão, em uma campanha de seis meses, para pressionar os japoneses para acabarem com o
massacre terrível de milhares de golfinhos.
A campanha do verão de 2011 das Ilhas Faroé será realizada pelos “Pastores das Ilhas Ferozes”.
“Nós estamos lutando contra o horror da matança de golfinhos em Taiji, no Japão. Somos contra os caçadores japoneses de baleias no Oceano Antártico, e nós estamos lutando contra os caçadores dinamarqueses das ilhas Faroé para acabar com este pesadelo chamado “Trituração”. E
sta é uma luta global contra a resistência às barbáries contra os cetáceos”, disse o Capitão Watson.
Wednesday, October 13, 2010
ONU recomenda mudança global para dieta sem carne e sem laticínios
Fazenda em Mato Grosso. ONU afirma que agricultura se equivale ao consumo de combustíveis fósseis porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico.Foto: Daniel Beltra/Greenpeace
Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a populção mundial avança para o número previzível de 9,1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).
Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.
O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis”.
A recomendação segue o conselho de Lorde Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para reduzir emissões de carbono.
O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico, eles disseram.
Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas”.
Tanto a energia quanto a agricultura precisam ser "dissociadas" do crescimento econômico porque os impactos ambientaris aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra, afirma o relatório.
Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza".
O painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício de nitrogênio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, fontes não seguras de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.
A agricultura, particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.
Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura serão ultrapassados pelo crescimento populacional.
O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”
Fonte: Guardian
Leia o relatório
