Monday, December 06, 2010

Alimentos de cor laranja trazem longevidade, de acordo com estudo

Por Roni Caryn Rabin
The New York Times

Coma cenoura. E um pouco da abóbora que sobrou de ontem.

Pessoas com altos níveis de alfa-caroteno no sangue – o antioxidante encontrado em frutas e vegetais de cor laranja – vivem mais e possuem menor probabilidade de morrer de doença cardíaca e câncer do que pessoas com pouca ou nenhuma quantidade de alfa-caroteno no sangue, de acordo com um novo estudo.

O estudo não prova a relação de causa e efeito, apenas uma associação.

Mesmo assim, os resultados são intrigantes. Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças analisaram níveis de alfa-caroteno em amostras de sangue de mais de 15 mil adultos que participaram de um estudo de acompanhamento da terceira Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição, de 1988 a 1994. Até 2006, os pesquisadores observaram que 3.810 participantes tinham morrido. Os que tinham maiores níveis de alfa-caroteno tiveram maior probabilidade de terem sobrevivido, mesmo depois que os cientistas controlaram variáveis como idade e tabagismo.

As pessoas com maior concentração do antioxidante tinham quase 40% menos probabilidade de terem morrido do que as com concentração menor de alfa-caroteno. Os indivíduos com níveis intermediários tinham probabilidade 27% menor de terem morrido do que aqueles com concentração menor de alfa-caroteno.

"É muito impressionante", disse o epidemiologista Dr. Chaoyang Li, principal autor do estudo, que foi publicado online no dia 22 de novembro no "Archives of Internal Medicine".

Tradutor:
Gabriela d'Ávila

Thursday, November 25, 2010

Sea Shepherd levará Whale Wars para a Dinamarca

A Sea Shepherd Conservation Society retornará para o protetorado dinamarquês das Ilhas Faroé no verão de 2011, com um plano para deter o massacre terrível de milhares de baleias-piloto.

“O que fazem nas Ilhas Faroé ainda é mais cruel do que a matança de golfinhos em Taiji, no Japão”, afirmou Steve Roest, Diretor Executivo da Sea Shepherd do Reino Unido. “A campanha que a Sea Shepherd começou em Taiji levou à produção do filme vencedor do Oscar, ‘The Cove’. Precisamos dar atenção semelhante sobre o que acontece nas Ilhas Faroé”.

O fundador e presidente da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson, levará um navio e sua tripulação para as Ilhas Faroé com uma nova abordagem tecnológica, para interferir no massacre que os moradores das ilhas chamam de “A Trituração”.


Durante o verão de 2010, a Sea Shepherd e a Fundação Brigitte Bardot realizaram uma experiência nas Ilhas Faroé utilizando dispositivos acústicos para manter as baleias-piloto fora da costa das ilhas. Os dispositivos trouxeram resultados positivos e a Sea Shepherd irá implantar uma cortina de dispositivos entre as baleias e seus assassinos nas ilhas, em 2011.

A Sea Shepherd também levará câmeras para as Ilhas Faroé para documentar o conflito para a televisão. “Teremos tripulação nas praias, na água, debaixo d’água e no ar”, disse o Capitão Paul Watson. “É hora de divulgarmos este espetáculo horroroso que acontece fora da água de uma vez por todas. Matar baleias é uma violação da Convenção de Berna e a Dinamarca tem de ser punida. Se os moradores das ilhas desfrutam dos benefícios da União Europeia, eles precisam respeitar as leis da União Europeia”.

Atualmente, os moradores da ilha alegam isenção das leis europeias, porque são um protetorado da Dinamarca, ainda que recebam todos os benefícios da União Europeia.

“Desafiamos a Marinha dinamarquesa a nos parar, porque se eles intervirem para nos impedir de fazermos cumprir a Convenção de Berna, acusaremos a Dinamarca de não cumprir com as leis europeias”, disse o Capitão Watson.

A Sea Shepherd tem uma equipe em tempo integral, chamada Cove Guardians, em Taiji, no Japão, em uma campanha de seis meses, para pressionar os japoneses para acabarem com o

massacre terrível de milhares de golfinhos.

A campanha do verão de 2011 das Ilhas Faroé será realizada pelos “Pastores das Ilhas Ferozes”.

“Nós estamos lutando contra o horror da matança de golfinhos em Taiji, no Japão. Somos contra os caçadores japoneses de baleias no Oceano Antártico, e nós estamos lutando contra os caçadores dinamarqueses das ilhas Faroé para acabar com este pesadelo chamado “Trituração”. E

sta é uma luta global contra a resistência às barbáries contra os cetáceos”, disse o Capitão Watson.

Wednesday, October 13, 2010

ONU recomenda mudança global para dieta sem carne e sem laticínios

Um consumo reduzido de produtos de origem animal é necessário para salvar o mundo dos piores impactos das mudanças climáticas, diz relatório da ONUFazenda em Mato Grosso. ONU afirma que agricultura se equivale ao consumo de combustíveis fósseis porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico.
Foto: Daniel Beltra/Greenpeace

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a populção mundial avança para o número previzível de 9,1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.

O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis”.

A recomendação segue o conselho de Lorde Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para reduzir emissões de carbono.

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico, eles disseram.

Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas”.

Tanto a energia quanto a agricultura precisam ser "dissociadas" do crescimento econômico porque os impactos ambientaris aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra, afirma o relatório.

Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza".

O painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício de nitrogênio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, fontes não seguras de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.


A agricultura, particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.

Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura serão ultrapassados pelo crescimento populacional.
O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”


Fonte: Guardian

Leia o relatório

Sunday, October 10, 2010

Salsinha



Origem

Natural da Europa, a salsa (conhecida também por salsinha, salsa-de-cheiro ou salsa-hortense) foi trazida para o Brasil no início da colonização. Seu cultivo é relativamente fácil: pode ser cultivada em vasos e adapta-se muito bem a terrenos areno-argilosos, ricos em matéria orgânica, fracamente ácidos e bem drenados. Os antigos egípcios usavam-na como um remédio para dor de estômago e distúrbios urinários. Os romanos acreditavam que a salsa evitava intoxicação e, portanto, a empregava para desodorizar o ar (repleto de álcool) durante seus banquetes. No passado acreditava-se que ela era capaz de curar doenças como a malária, a peste e o envenenamento. Atualmente, ela é mais conhecida pelas suas propriedades diuréticas e carminativas.

Mas, afinal, como utilizá-la medicinalmente?
Propriedades Terapêuticas

* Diurética (facilita a secreçao da urina)
* Emenagoga (provoca a vinda da menstruação)
* Carminativa (combate os gases intestinais)
* Expectorante (facilita a expectoração)
* Antitérmica (combate a febre)
* Eupéptica (melhora a digestão)
* Vitaminizante (colabora na regeneração das células)
* Aperiente (abre o apetite)
* Antiinflamatória (combate inflamações)

Indicaçoes

As folhas podem ser utilizadas para combater:

* Febres Intermitentes – Uso interno: suco – 1 colher de sopa três a quatro vezes ao dia.
* Bronquite Asmática e Laringite Crônica – Uso interno: suco adoçado com mel – 1/2 xícara de café uma vez por dia, em jejum.
* Equimoses – Uso externo: suco (sob a forma de compressa) – aplicar, no mínimo, três vezes ao dia.
* Disenteria – Uso interno: chá por decocção – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
* Inflamaçao e Edema de Pálpebras – Uso externo: sob a forma de cataplasma fria – aplicar várias vezes ao dia.
* Hemorragias Nasais – Uso externo: introduzir folhas trituradas nas narinas.
* Hemorragias de Ulceras e Feridas, Picadas de Insetos, Nevralgias – Uso externo: sob a forma de cataplasma – aplicar três a quatro vezes ao dia.

As raízes podem ser empregadas no combate a:

* Gases Intestinais – Uso interno: chá por decocçao – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
* Nefrite e Cistite – Uso interno: chá por infusao – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
* Anasarca, Hidropisia, Edemas de Membros Inferiores – Uso interno: chá por decocção (de 30 a 100g para cada litro de água) – 1/2 xícara de 4 em 4 horas.

As sementes atuam na:

* Atonia Gástrica e Nevralgias em geral – Uso interno: chá por decocçao – 1 xícara três vezes ao dia.

ATENÇÃO: Se você é adepto da medicina natural, experimente os efeitos terapêuticos da salsa e descubra porque os fitoterapêutas a recomendam até hoje; MAS CUIDADO, A salsa, através de uso interno, é contra-indicada para gestantes e lactantes, pois um de seus componentes, o apiol, é estrogênico; isto é, altera o sistema reprodutor feminino e pode provocar o aborto.

Fonte: http://www.saudeinformacoes.com.br