Thursday, April 22, 2010

Bike Bus: bicicleta também vai andar de ônibus

Desde o início do mês de abril, circulam na cidade de São Paulo alguns ônibus adaptados para transportar bicicletas na parte dianteira: os Bike Bus. A iniciativa é de uma das empresas paulistanas de ônibus, a Sambaíba, para incentivar as pessoas a deixarem o carro em casa.

Por enquanto, o serviço ainda não está disponível para a população e os Bike Bus estão circulando com os suportes de bicicleta vazios, apenas para ver como o veículo se adapta ao trânsito de São Paulo.

Quando realmente entrar em fase de teste – o que, segundo a SP Trans, ainda não tem data para acontecer –, a prefeitura traçará as rotas desses ônibus, que a princípio devem passar por regiões da cidade onde já existem ciclofaixas. Assim, o passageiro pode pedalar com segurança até o ponto de ônibus.

Se a iniciativa for bem aceita pela população, a Secretaria Municipal de Transportes promete implantar os suportes para bicicleta em todos os ônibus da cidade e, assim, transformar todos eles em Bike Bus.

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Tuesday, April 20, 2010

Cientistas alertam para "sopa de lixo plástico" nos oceanos


Pesquisadores alertam sobre uma nova praga no oceano: um redemoinho de fragmentos de plástico semelhantes a confetes se estende por milhares de quilômetros quadrados numa extensão remota do oceano Atlântico. O lixo flutuante - difícil de ser visto da superfície e reunido por um turbilhão de correntes - foi documentado por dois grupos de cientistas que navegavam entre a paradisíaca Bermuda e as ilhas portuguesas dos Açores no meio do Atlântico.

Os estudos descrevem uma sopa de micropartículas semelhante à chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico, um fenômeno descoberto há uma década entre o Havaí e a Califórnia. Segundo os pesquisadores, é provável que esse fenômeno exista em outros lugares do globo.

"Descobrimos o grande depósito de lixo do Atlântico", disse Anna Cummins, que coletou amostras de plástico enquanto navegava pela região em fevereiro. Os detritos são prejudiciais aos peixes, mamíferos marinhos - e, no topo da cadeia alimentar, potencialmente aos humanos -, mesmo com a maior parte do plástico tendo se fragmentado em pedaços pequeninos, quase invisíveis.

Como não há nenhuma forma realista de limpar os oceanos, conservacionistas dizem que é essencial impedir mais acúmulo de plástico através da conscientização e, sempre que possível, desafiar a cultura do lixo, que utiliza materiais não-biodegradáveis em produtos descartáveis. "Nosso trabalho agora é conscientizar as pessoas de que a poluição de plástico nos oceanos é um problema global - infelizmente, ele não se limita a apenas uma mancha", Cummins disse.

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Thursday, April 15, 2010

Sunday, April 11, 2010

Sangue dos matadouros inunda Rio Capibaribe em PE

Por Lilian Garrafa

Manchetes anunciam que o rio Capibaribe, que corta a cidade de Santa Cruz do Capibaribe (PE), foi vítima de ‘crime ambiental’. A população e os veículos de massa se indignam porque já não se consegue mais esconder o que denuncia o massacre por trás das paredes do matadouro: o sangue inunda o rio, “mancha a beleza” da cidade, transborda o sofrimento dos animais mortos para consumo. O mais grave é que as principais vítimas são completamente desconsideradas nas denúncias.
Rio Capibaribe. Foto: Reprodução / TV Asa Branca

A administração municipal procura uma solução para tapar o problema. Mas o que se espera é que a prefeitura não se contenha em simplesmente esconder ou destinar o sangue a outro escoadouro. Que esta imagem fique nos olhos, na mente e no coração de quem se recusa a pensar na cruel realidade que é a curta vida e a dolorosa morte dos animais escravizados para o abate. Deixar de matá-los é a solução mais sensível, simples, ética, coerente e eficaz.

Fonte: ANDA