Tuesday, April 20, 2010

Cientistas alertam para "sopa de lixo plástico" nos oceanos


Pesquisadores alertam sobre uma nova praga no oceano: um redemoinho de fragmentos de plástico semelhantes a confetes se estende por milhares de quilômetros quadrados numa extensão remota do oceano Atlântico. O lixo flutuante - difícil de ser visto da superfície e reunido por um turbilhão de correntes - foi documentado por dois grupos de cientistas que navegavam entre a paradisíaca Bermuda e as ilhas portuguesas dos Açores no meio do Atlântico.

Os estudos descrevem uma sopa de micropartículas semelhante à chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico, um fenômeno descoberto há uma década entre o Havaí e a Califórnia. Segundo os pesquisadores, é provável que esse fenômeno exista em outros lugares do globo.

"Descobrimos o grande depósito de lixo do Atlântico", disse Anna Cummins, que coletou amostras de plástico enquanto navegava pela região em fevereiro. Os detritos são prejudiciais aos peixes, mamíferos marinhos - e, no topo da cadeia alimentar, potencialmente aos humanos -, mesmo com a maior parte do plástico tendo se fragmentado em pedaços pequeninos, quase invisíveis.

Como não há nenhuma forma realista de limpar os oceanos, conservacionistas dizem que é essencial impedir mais acúmulo de plástico através da conscientização e, sempre que possível, desafiar a cultura do lixo, que utiliza materiais não-biodegradáveis em produtos descartáveis. "Nosso trabalho agora é conscientizar as pessoas de que a poluição de plástico nos oceanos é um problema global - infelizmente, ele não se limita a apenas uma mancha", Cummins disse.

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Thursday, April 15, 2010

Sunday, April 11, 2010

Sangue dos matadouros inunda Rio Capibaribe em PE

Por Lilian Garrafa

Manchetes anunciam que o rio Capibaribe, que corta a cidade de Santa Cruz do Capibaribe (PE), foi vítima de ‘crime ambiental’. A população e os veículos de massa se indignam porque já não se consegue mais esconder o que denuncia o massacre por trás das paredes do matadouro: o sangue inunda o rio, “mancha a beleza” da cidade, transborda o sofrimento dos animais mortos para consumo. O mais grave é que as principais vítimas são completamente desconsideradas nas denúncias.
Rio Capibaribe. Foto: Reprodução / TV Asa Branca

A administração municipal procura uma solução para tapar o problema. Mas o que se espera é que a prefeitura não se contenha em simplesmente esconder ou destinar o sangue a outro escoadouro. Que esta imagem fique nos olhos, na mente e no coração de quem se recusa a pensar na cruel realidade que é a curta vida e a dolorosa morte dos animais escravizados para o abate. Deixar de matá-los é a solução mais sensível, simples, ética, coerente e eficaz.

Fonte: ANDA

Thursday, April 08, 2010

Incidência de câncer é menor entre vegetarianos, diz estudo

Pesquisa britânica mostrou que risco da doença é menor entre não-carnívoros, exceto no caso de tumores colorretais.

Um estudo realizado na Grã-Bretanha sugere que uma dieta vegetariana pode ajudar a prevenir câncer.

Os pesquisadores analisaram dados de 52,7 mil pessoas com idades de 20 a 89 anos, e concluíram que as que não comiam carne tinham uma incidência significativamente menor de câncer do que as que incluiam carne em sua dieta.

O estudo revelou, contudo, que os vegetarianos - quase um terço dos participantes - tinham uma maior incidência de câncer colorretal, que abrange tumores que atingem o cólon (intestino grosso) e o reto.

Este tipo de câncer geralmente está associado ao consumo de carne vermelha e a descoberta surpreendeu os pesquisadores.

O autor da pesquisa, Tim Key, da organização Cancer Research UK, disse que nenhum estudo anterior havia examinado a dieta vegetariana dessa forma e a questão gera muita confusão.

"É interessante. Ele (o estudo) sugere que pode haver alguma redução do risco de câncer em vegetarianos e pessoas que comem peixe e precisamos examinar isto com cuidado", afirmou.

"Ele (o estudo) não sustenta a ideia de que vegetarianos têm uma incidência mais baixa de câncer colorretal e eu acho que (...) nós precisamos analisar com mais cuidado como a carne se encaixa nisto."

O estudo foi publicado no "American Journal of Clinical Nutrition".