Thursday, April 16, 2009

Alemanha proíbe plantio de milho transgênico da Monsanto

O MON 810, milho transgênico plantado na Alemanha desde 2005, foi proibido pelo governo alemão por representar risco ao meio ambiente. Essa era a única planta geneticamente modificada que se cultivava até então no país.

O governo alemão proibiu a plantação da única planta geneticamente manipulada até então permitida no país, o milho MON 810. Existem razões para se suspeitar de que esse tipo de milho geneticamente manipulado produzido pela firma norte-americana Monsanto represente um perigo para o meio ambiente, disse a ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner, nesta terça-feira (14/04).

O Ministério da Agricultura proibiu a plantação e a venda de sementes desse tipo de milho com base em dois estudos realizados em Luxemburgo. As pesquisas revelaram que o MON 810 ameaça a existência de borboletas, organismos aquáticos e uma espécie de joaninha.

A ministra da Agricultura também argumentou sua decisão remetendo-se a cinco países-membros da UE que já haviam proibido o MON 810: Áustria, Hungria, Grécia, França e Luxemburgo. Na França, a Monsanto está contestando judicialmente a decisão governamental. Ainda não se sabe se a empresa tentará o mesmo na Alemanha.

A ministra da Agricultura ressaltou que se trata de uma decisão isolada e não de uma determinação que afete o tratamento a ser dado à engenharia genética agrícola no futuro.

Para a fase de plantio a começar nos próximos dias na Alemanha, 3,7 mil hectares estavam reservados para o milho transgênico, sobretudo no Leste do país. Os agricultores que já haviam comprado sementes terão que procurar outras alternativas. A área em que se plantavam sementes geneticamente modificadas até então correspondia a 0,2% dos milharais do país.

Só políticos liberais se opõem à decisão
A decisão do Ministério foi bem recebida pelas bancadas social-democrata, verde e do partido A Esquerda no Parlamento alemão, bem como por associações ambientalistas. Críticas partiram sobretudo dos liberais, que – assim como o setor de engenharia genética – temem que a decisão enfraqueça a Alemanha como polo de pesquisa científica.

A Federação de Meio Ambiente e Proteção à Natureza (Bund) declarou que as suspeitas de que o milho modificado prejudique a fauna e a flora são tantas que uma proibição era imprescindível. Além disso, a organização também considera preocupante o perigo de os agricultores se tornarem dependentes das empresas de sementes e de seus produtos.

O Greenpeace exigiu que a ministra Aigner vote contra uma nova autorização do cultivo de milho geneticamente manipulado na União Europeia.

Milho genético proibido em cinco países europeus
Na Alemanha, o plantio do MON 810 foi introduzido em 2005 e suspenso provisoriamente durante 2007. Na época, o então ministro da Agricultura, Horst Seehofer, havia exigido da Monsanto um relatório sobre os efeitos ambientais do MON 810, cuja avaliação final foi concluída só agora.

Desde 1998, o MON 810 é a única espécie vegetal geneticamente manipulada cujo plantio comercial é permitido na União Europeia. O conglomerado norte-americano Monsanto introduziu no milho um gene derivado de uma bactéria do solo (Bacillus thuringiensis). Essa bactéria produz um veneno contra uma mariposa que ataca a planta.

A Comissão Europeia quer avaliar a proibição, pela Alemanha, do milho geneticamente modificado. A UE pode contestar a decisão de Berlim. Anteriormente, a Comissão havia invalidado a proibição de MON 810 na Áustria e na Hungria. Em março passado, no entanto, os 27 ministros do Meio Ambiente da UE rejeitaram a decisão da Comissão.

Thursday, March 19, 2009

Ativistas ‘viram’ gado de corte em protesto vegetariano no Chile

Protesto ocorreu em rua no centro da capital, Santiago. Objetivo era chamar a atenção para as vantagens da dieta sem carne.


Ativistas da ONG AnimaNaturalis pintam seus corpos com ‘cortes’ de carne durante protesto no centro de Santiago do Chile nesta quinta-feira (19). O ato fazia parte do Dia Sem Carne, que promove a dieta vegetariana e a busca de alternativas para a carne e os derivados do leite.

Fonte: G1

Sunday, February 15, 2009

Penne alla Parigina

Esse prato é uma adaptação da receita do meu grande amigo e irmão Chef Amélia, um dos melhores chefs que já conheci. Foi com ele que eu trabalhei em Nápoles, e foi com ele que aprendi muitas receitas e tecnicas. Trabalhamos juntos no Ristorante Da Fefè onde eu era seu ajudante de cozinha. A receita original leva creme de leite, e o champinhon e a abobrinha são cozinhados por muito mais tempo do que eu cozinhei. Na verdade a abobrinha cozinha até quase desmanchar por completo na receita original para formar o molho junto com o creme de leite. Como pensei no Amélia hoje (ele agora trabalha em Bolonha e continua maravilhando seus clientes com seu talento) resolvi homenageá-lo com esse prato, seguindo meus próprios princípios veganos e de pouco cozimento dos alimentos. O creme de leite é vegetal e caseiro.
:
4 porções

Molho Branco

1 xícara de castanha de cajú, preferencialmente crúa (sem ser tostada)
1 xícara de leite de soja, sem sabor
Suco de 1 limão
½ colher (sobremesa) de sal

Em um processador de alimentos, processar as castanhas e o suco do limão. Aos poucos adicionar o leite de soja até obter a consistência desejada. Cuidado para que o molho não fique muito aguado. Reservar.

Molho Parigina

4 xícaras de champinhon (fresco), cortados em fatias
1 colher (sobremesa) de alho, picado
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sobremesa de sal
2 colheres de salsinha verde, bem picada

2 xícaras de Penne, ou outra massa curta de sua preferência

Colocar água em uma panela média e ferver a água. Ferver os champinhons na água por 1 minuto. Com a ajuda de uma escorredeira, “pescar” os champinhons da água e deixar descancar por uns minutos. Reserve a água da fervura.

Em uma frigideira em fogo baixo, acrescentar o azeite e o alho. Cozinhar por 1 minuto ou até que o alho fique transparente. Adicionar os champinhons (já fervidos), o sal e misturar bem. Cozinhar por 1 minuto. Adicionar o molho branco e misturar bem. Cozinhar por mais 1 minuto. Se o molho estiver muito grosso, acrescentar um pouco da água da fervura do champinhon. O molho deve ficar com a mesma consistência de creme de leite.

Zucchini (Abobrinha)

2 zucchini médios, cortados em fatias diagonais

Colocar o zucchini em uma grelha de fogão bem quente. (Grelha de fogão é uma frigideira com as marcas de uma grelha. Uma frigideira comum, bem quente também serve, embora o zucchini não terá as marcas da grelha). Cozinhar por 1 minuto de cada lado, virando o zucchini apenas uma vez. Retirar do fogo.

Enquanto isso ferva a massa na mesma água do champinhon. Quando a massa estiver pronta, misture a massa com o molho de champinhon e cozinhe por 1 minuto. O suficiente para incorporar o molho com a massa. Não deixar o molho secar.

Servir a massa em pratos individuais. Coloque 4 fatias de zucchini por prato em cima da massa. Adicione um pouco de salsinha verde por cima.

Fonte: Trópico Vegano

Thursday, February 12, 2009