A humanidade já presenciou inúmeras descobertas que mudaram para sempre o curso da história e o nosso modo de vida. Muito provavelmente, estamos perto de outro grande marco. Cientistas do mundo inteiro estão pesquisando, ou conseguindo fundos para pesquisar, um novo modo de produzir carne animal.
A carne In Vitro é produzida em laboratório, através de células-tronco, que são células com melhor capacidade de se dividirem, dando origem a células semelhantes. Basicamente, as células-tronco retiradas de um animal vivo se reproduzem numa incubadora, até formarem músculos e fibras.
Assim, toda uma cadeia de dor, sofrimento, contaminação e poluição provenientes do abate de animais pode desaparecer. Além disso, é possível controlar o nível de gordura do alimento e poupar o consumidor da ingestão de hormônios e antibióticos dados intensivamente aos animais.
A notícia caiu como bomba e os principais jornais e meios de comunicação do mundo já discutem o assunto. Ontem, 21 de abril, a organização PETA (People For Ethical Treatment of Animals) lançou a oferta de dar um prêmio de $1 milhão pra quem conseguir produzir a primeira carne In Vitro de frango e vender ao público até o dia 30 de junho de 2012. O produto precisa ter exatamente o mesmo gosto e textura da carne tradicional e ser manufaturado e aprovado para ser vendido em escala de massas a preços competitivos.
fonte: vitorfreitas.wordpress.com
Saturday, May 03, 2008
Sunday, April 13, 2008
Encontro Nacional de Direitos Animais - de 01 a 04 de maio 2008.
Acontecerá em Porangaba - interior de São Paulo, o primeiro encontro nacional de direitos animais com o tema “discutindo o movimento, nutrindo-se nas diferenças e capacitando nossos ativistas”.
A idéia é realizar um encontro com objetivo de aumentar a integração e propor discussões e aprendizados.
A idéia é realizar um encontro com objetivo de aumentar a integração e propor discussões e aprendizados.
A organização é do encontro está sendo realizada pelo VEDDAS e dirigida pelo Dr. George Guimarães, mais informações em:
Friday, April 11, 2008
O que é Freeganismo?
Freegans são pessoas que adotam estratégias alternativas para viver baseados em uma participação limitada na economia e consomem o mínimo possível de produtos. Os freegans apóiam a comunidade, a generosidade, o interesse social, a liberdade, e a ajuda mútua, ao contrário da atual sociedade baseada em materialismo, apatia moral, competição, conformismo e cobiça.
Após anos tentando boicotar produtos de corporações responsáveis por violações dos direitos humanos, destruição ambiental e exploração de animais, muitos de nós percebemos que não importa o que comprarmos, de algum modo estaremos de alguma forma apoiando alguma empresa até pior. Percebemos que o problema não é só algumas empresas e corporações, mas todo o sistema econômico em si.
O freeganismo é um boicote a esse sistema, onde a causa do lucro atinge considerações éticas, e onde os sistemas de produção em massa asseguram que TODOS os produtos que comprarmos terão algum tipo de impacto prejudicial - muitos dos quais jamais estaremos cientes. Então, ao invés de evitar comprar produtos de uma empresa socialmente irresponsável só para apoiar outra (talvez ainda pior), nós evitamos de comprar qualquer coisa em todos os níveis possíveis.
O termo freegan é derivado das palavras "free" (livre, grátis, em inglês) e vegan. Vegans são pessoas que não consomem produtos de origem animal ou testados em animais, em um esforço de evitar a exploração animal. Os freegans levam isso adiante, reconhecendo que em uma economia industrial, de produção em massa, movida pelo lucro, exploração de animais, de humanos e da terra, essa exploração acontece em todos os níveis de produção (desde a aquisição da matéria-prima, à produção e ao transporte) e em praticamente quase todos os produtos que compramos.
Trabalho forçado, destruição da floresta amazônica, aquecimento global, desapropriação de terras de comunidades indígenas, poluição do ar e da água, erradicação da vida selvagem na agricultura, manipulação de políticos para o interesse das grandes corporações, destruição de montanhas pelas mineradoras, derramamento de óleo do oceano, exploração do trabalho infantil, são apenas alguns dos vários impactos dos aparentemente inocentes produtos que consumimos todos os dias.
Os freegans adotam como estilo de vida várias estratégias que são baseadas nos seguintes princípios:
Retorno ao Natural
Vivemos em uma sociedade onde os alimentos que comemos são cultivados a milhares de quilômetros de nossas casas, industrializados, e então transportados por longas distâncias para serem armazenados por um longo período, tudo isso a um alto custo ecológico. Por causa desse processo, perdemos a valorização das mudanças das estações e dos ciclos da vida, mas alguns de nós estão se reconectando com a Terra através da jardinagem e da colheita silvestre.
Muitos ecologistas urbanos têm transformado lotes cheios de entulhos em lotes verdes de jardins e hortas comunitárias. Em bairros onde as lojas mais vendem alimentos industrializados do que vegetais frescos, as hortas comunitárias fornecem uma fonte saudável de alimentação. Onde o ar está sufocado com poluentes indutores de asma, as árvores nesses jardins comunitários produzem oxigênio. Em áreas dominadas por tijolos, concreto e asfalto, os jardins comunitários fornecem um oásis de plantas, espaços abertos, e locais onde as comunidades podem se reunir, trabalharem juntas, dividirem alimento, crescerem juntas, e derrubar as barreiras que mantêm as pessoas longe uma das outras, em uma sociedade onde cada vez mais estamos isolados e distantes uns dos outros.
Os chamados colhedores silvestres nos mostram que podemos nos alimentar sem os supermercados, e tratar nossas doenças sem farmácias, nos familiarizando com as plantas comestíveis e medicinais que crescem ao nosso redor. Até mesmo parques e praças podem nos fornecer alimentos e medicamentos, nos dando uma nova visão à realidade de que nosso sustento vem ultimamente não das comidas fabricadas pelas corporações, mas da própria Terra. Outras pessoas vão além disso, se tornando ferais, se mudando das cidades e centros urbanos para morarem em comunidades alternativas e ecovilas baseadas em técnicas primitivas de sobrevivência.
Transporte Ecológico
Os freegans têm ciência dos desastrosos impactos ecológicos e sociais dos automóveis. Todos sabemos que os automóveis causam a poluição, que é criada através da queima do petróleo, mas normalmente ninguém pensa nos fatores destrutivos como florestas serem destruídas para a construção de estradas onde antes havia vida selvagem, e nas constantes mortes de seres humanos e de animais. Além do mais, o atual uso massivo do petróleo gera o estímulo econômico que acarreta guerras e mortes como as do Iraque e em todo o mundo. Por isso, os freegans optam por não utilizarem carros sempre que possível. Ao invés disso, usamos outros métodos de transporte incluindo caminhadas, andar de bicicleta, skate, ou caronas. A carona enche os espaços de um carro que não seria utilizado, portanto essa prática nada adiciona ao consumo de carros e de gasolina como um todo.
Alguns freegans acham alguns usos de carro inevitáveis, mesmo assim tentamos eliminar nossa dependência de combustíveis fósseis, por isso em alguns países algumas pessoas adaptam seus veículos para funcionarem a óleos vegetais, utilizando inclusive óleo de fritura de restaurantes - outro exemplo do uso do que seria jogado fora para um uso prático. Em vários países existem grupos de voluntários que incentivam e dão assistência às pessoas para converterem seus carros a gasolina, diesel ou álcool para funcionarem a base de óleo vegetal.
Moradia Livre de Aluguel (Squat)
Os freegans acreditam que a moradia é um DIREITO e não um privilégio. Assim como os freegans acham uma atrocidade milhares de pessoas passarem fome enquanto toneladas de alimento são desperdiçadas, achamos absurdo as pessoas se matarem de trabalhar para pagar aluguel ou literalmente morrerem de frio nas ruas enquanto existem inúmeras casas e prédios ociosos simplesmente porque seus proprietários não vêm lucro em disponibilizar esses espaços para moradia.
Squats são os locais onde as pessoas (os chamados "ocupas") reabilitam imóveis abandonados e mal cuidados. Os ocupas acreditam que as verdadeiras necessidades humanas são muito mais importantes do que as noções abstratas de propriedade privada, e que aqueles que defendem seus direitos legais onde a moradia é vitalmente necessária, não merecem possuir esses imóveis. Além de áreas de moradia, os squats são convertidos também em centros comunitários com programas incluindo atividades educativas, educação ambiental, locais de encontros de organizações comunitárias, e muito mais.
Recuperação do que é Desperdiçado
Vivemos em um sistema econômico onde as empresas só avaliam a terra e seus recursos baseadas em sua capacidade de gerarem lucro. Os consumidores são constantemente bombardeados com propagandas que dizem para jogarem fora o que já possuem para trocá-los por novos produtos, simplesmente porque é essa atitude que aumenta as vendas. Essa prática produz uma quantidade de lixo tão grande que muitas pessoas podem se alimentar e viver unicamente desse lixo. Como freegans nós coletamos esse lixo ao invés de comprar produtos novos para não sermos consumidores desperdiçadores, para desafiarmos politicamente a injustiça que é permitir que recursos vitais sejam desperdiçados enquanto milhares de pessoas são carentes das mais básicas necessidades como alimentação, vestuário, e moradia, e reduzir o lixo (utilizável) que iria para aterros sanitários e incineradores que aliás, são sempre situados nas periferias das cidades, onde causam problemas de saúde como asma ou câncer.
Talvez a estratégia freegan mais comum seja a chamada "pilhagem urbana" ou "mergulho em lixeiras". Essa técnica consiste em buscar no lixo de varejistas, residências, escritórios, e outros locais, por bens utilizáveis. Apesar dos estereótipos impostos na nossa sociedade sobre o lixo, o que os freegans encontram são coisas utilizáveis e limpas, e em perfeitas ou quase que perfeitas condições de uso, um sintoma da cultura descartável que nos encoraja a constantemente trocar o que já possuímos por produtos novos, e onde os comerciantes dispõem um grande volume de produtos como parte de seu modelo econômico. Alguns freegans fazem suas procuras sozinhos, outros vão em grupos, mas quase sempre as descobertas são divididas entre outros e com qualquer pessoa que interessada. Grupos como o Food Not Bombs (Comida, e não Bombas) recuperam alimentos que provavelmente iriam para o lixo e os utilizam para preparar refeições coletivas em locais públicos.
Recuperando os descartes de supermercados, feiras, escolas, residências, hotéis, ou qualquer lugar, através da técnica de vasculhar o lixo, os freegans encontram alimentos, livros e revistas, cds, móveis, roupas, eletro-domésticos e outros equipamentos eletrônicos, produtos de uso animal, jogos, brinquedos, bicicletas, e praticamente qualquer tipo de bem consumível. Ao invés de contribuirem com o desperdício, os freegans reduzem o lixo e a poluição, diminuindo assim o volume total de lixo nessa tendência ao desperdício.
Muitos itens utilizáveis também podem ser encontrados gratuitamente e divididos com os outros em sites como Freecycle e em redes de trocas. Para colocar a disposição itens úteis, procure redes de trocas perto de você. Nessas redes de trocas, as pessoas dividem o que possuem com as outras. Elas dão e recebem, sem a utilização de qualquer dinheiro. Quando os freegans precisam comprar, compramos de segunda-mão, o que reduz a produção, ajudando assim a reutilizar e reduzir o que provavelmente seria jogado fora, sem financiar uma nova produção.
Diminuição do Desperdício
Por causa das nossas frequentes coletas de lixo de nossa sociedade descartável, os freegans estão cientes e aborrecidos pelas enormes quantidades de desperdício que um consumidor brasileiro gera todos os dias, assim não querem fazer parte do problema. Por isso, os freegans escrupulosamente reciclam, compostam matéria orgânica no solo para produzir adubo, e sempre que possível consertam o que têm ao invés de jogarem fora e comprar algo novo. Tudo que é utilizável nós distribuímos para nossos amigos ou doamos.
Trabalhando Menos / Desemprego Voluntário
Quanto de nossas vidas nós sacrificamos para pagarmos contas e comprar mais coisas? Para muitos de nós, trabalhar significa sacrificar nossa liberdade para obedecer ordens de outros, significa estresse, chateação, monotonia e em muitos casos, arriscar nossa bem-estar físico e psicológico.
Uma vez que percebemos que não são só alguns produtos que são ruins ou algumas companhias odiosas que são responsáveis pelos abusos sociais e ecológicos em nosso mundo, mas sim todo o sistema em que estamos trabalhando, começamos a perceber que, como trabalhadores, nós somos a engrenagem nessa máquina de violência, morte, exploração e destruição. O funcionário de um abatedouro que corta o pescoço de um boi é menos responsável pela crueldade que ocorre na criação de animais do que o funcionário da fazenda onde eles são criados? E o publicitário que descobre como fazer o produto mais aceitável? E o contador que trabalha para um açougue para fazê-lo continuar vendendo? Ou o trabalhador da indústria que fabrica os refrigeradores para conservar a carne? E é sempre, claro, o presidente das corporações que carregam toda a responsabilidade por tudo isso, por tomarem as decisões que causam toda a destruição e desperdício. Você não precisa possuir uma ação de uma corporação ou possuir uma fábrica ou uma indústria química para carregar a culpa.
Sanando as necessidades básicas como alimentação, moradia, vestuário e transporte sem gastar um centavo sequer, os freegans são capazes de reduzir enormemente ou completamente eliminar a necessidade de constantemente estarem trabalhando. Ao invés disso, podemos dedicar nosso tempo livre cuidando de nossas famílias, nos voluntariando em nossas comunidades, e nos juntar a grupos de ativismo que lutam contra as práticas das corporações que por outro lado poderiam estar nos controlando no trabalho. Para alguns, o desemprego total é uma opção, mas limitando nossas necessidades financeiras, até mesmo aqueles de nós que precisam trabalhar podem estabelecer limites conscientes no tanto que cada um trabalha, assumindo total controle de nossas vidas, e escapando da constante pressão de ganhar um salário no final do mês. Mas, mesmo se precisamos trabalhar, não precisamos conceder total controle aos nossos patrões. O espírito freegan da cooperação também pode se estender dentro do local de trabalho, como parte de uniões trabalhistas.
fonte: http://freegan.info/?page=Portugues
Após anos tentando boicotar produtos de corporações responsáveis por violações dos direitos humanos, destruição ambiental e exploração de animais, muitos de nós percebemos que não importa o que comprarmos, de algum modo estaremos de alguma forma apoiando alguma empresa até pior. Percebemos que o problema não é só algumas empresas e corporações, mas todo o sistema econômico em si.
O freeganismo é um boicote a esse sistema, onde a causa do lucro atinge considerações éticas, e onde os sistemas de produção em massa asseguram que TODOS os produtos que comprarmos terão algum tipo de impacto prejudicial - muitos dos quais jamais estaremos cientes. Então, ao invés de evitar comprar produtos de uma empresa socialmente irresponsável só para apoiar outra (talvez ainda pior), nós evitamos de comprar qualquer coisa em todos os níveis possíveis.
O termo freegan é derivado das palavras "free" (livre, grátis, em inglês) e vegan. Vegans são pessoas que não consomem produtos de origem animal ou testados em animais, em um esforço de evitar a exploração animal. Os freegans levam isso adiante, reconhecendo que em uma economia industrial, de produção em massa, movida pelo lucro, exploração de animais, de humanos e da terra, essa exploração acontece em todos os níveis de produção (desde a aquisição da matéria-prima, à produção e ao transporte) e em praticamente quase todos os produtos que compramos.
Trabalho forçado, destruição da floresta amazônica, aquecimento global, desapropriação de terras de comunidades indígenas, poluição do ar e da água, erradicação da vida selvagem na agricultura, manipulação de políticos para o interesse das grandes corporações, destruição de montanhas pelas mineradoras, derramamento de óleo do oceano, exploração do trabalho infantil, são apenas alguns dos vários impactos dos aparentemente inocentes produtos que consumimos todos os dias.
Os freegans adotam como estilo de vida várias estratégias que são baseadas nos seguintes princípios:
Retorno ao Natural
Vivemos em uma sociedade onde os alimentos que comemos são cultivados a milhares de quilômetros de nossas casas, industrializados, e então transportados por longas distâncias para serem armazenados por um longo período, tudo isso a um alto custo ecológico. Por causa desse processo, perdemos a valorização das mudanças das estações e dos ciclos da vida, mas alguns de nós estão se reconectando com a Terra através da jardinagem e da colheita silvestre.
Muitos ecologistas urbanos têm transformado lotes cheios de entulhos em lotes verdes de jardins e hortas comunitárias. Em bairros onde as lojas mais vendem alimentos industrializados do que vegetais frescos, as hortas comunitárias fornecem uma fonte saudável de alimentação. Onde o ar está sufocado com poluentes indutores de asma, as árvores nesses jardins comunitários produzem oxigênio. Em áreas dominadas por tijolos, concreto e asfalto, os jardins comunitários fornecem um oásis de plantas, espaços abertos, e locais onde as comunidades podem se reunir, trabalharem juntas, dividirem alimento, crescerem juntas, e derrubar as barreiras que mantêm as pessoas longe uma das outras, em uma sociedade onde cada vez mais estamos isolados e distantes uns dos outros.
Os chamados colhedores silvestres nos mostram que podemos nos alimentar sem os supermercados, e tratar nossas doenças sem farmácias, nos familiarizando com as plantas comestíveis e medicinais que crescem ao nosso redor. Até mesmo parques e praças podem nos fornecer alimentos e medicamentos, nos dando uma nova visão à realidade de que nosso sustento vem ultimamente não das comidas fabricadas pelas corporações, mas da própria Terra. Outras pessoas vão além disso, se tornando ferais, se mudando das cidades e centros urbanos para morarem em comunidades alternativas e ecovilas baseadas em técnicas primitivas de sobrevivência.
Transporte Ecológico
Os freegans têm ciência dos desastrosos impactos ecológicos e sociais dos automóveis. Todos sabemos que os automóveis causam a poluição, que é criada através da queima do petróleo, mas normalmente ninguém pensa nos fatores destrutivos como florestas serem destruídas para a construção de estradas onde antes havia vida selvagem, e nas constantes mortes de seres humanos e de animais. Além do mais, o atual uso massivo do petróleo gera o estímulo econômico que acarreta guerras e mortes como as do Iraque e em todo o mundo. Por isso, os freegans optam por não utilizarem carros sempre que possível. Ao invés disso, usamos outros métodos de transporte incluindo caminhadas, andar de bicicleta, skate, ou caronas. A carona enche os espaços de um carro que não seria utilizado, portanto essa prática nada adiciona ao consumo de carros e de gasolina como um todo.
Alguns freegans acham alguns usos de carro inevitáveis, mesmo assim tentamos eliminar nossa dependência de combustíveis fósseis, por isso em alguns países algumas pessoas adaptam seus veículos para funcionarem a óleos vegetais, utilizando inclusive óleo de fritura de restaurantes - outro exemplo do uso do que seria jogado fora para um uso prático. Em vários países existem grupos de voluntários que incentivam e dão assistência às pessoas para converterem seus carros a gasolina, diesel ou álcool para funcionarem a base de óleo vegetal.
Moradia Livre de Aluguel (Squat)
Os freegans acreditam que a moradia é um DIREITO e não um privilégio. Assim como os freegans acham uma atrocidade milhares de pessoas passarem fome enquanto toneladas de alimento são desperdiçadas, achamos absurdo as pessoas se matarem de trabalhar para pagar aluguel ou literalmente morrerem de frio nas ruas enquanto existem inúmeras casas e prédios ociosos simplesmente porque seus proprietários não vêm lucro em disponibilizar esses espaços para moradia.
Squats são os locais onde as pessoas (os chamados "ocupas") reabilitam imóveis abandonados e mal cuidados. Os ocupas acreditam que as verdadeiras necessidades humanas são muito mais importantes do que as noções abstratas de propriedade privada, e que aqueles que defendem seus direitos legais onde a moradia é vitalmente necessária, não merecem possuir esses imóveis. Além de áreas de moradia, os squats são convertidos também em centros comunitários com programas incluindo atividades educativas, educação ambiental, locais de encontros de organizações comunitárias, e muito mais.
Recuperação do que é Desperdiçado
Vivemos em um sistema econômico onde as empresas só avaliam a terra e seus recursos baseadas em sua capacidade de gerarem lucro. Os consumidores são constantemente bombardeados com propagandas que dizem para jogarem fora o que já possuem para trocá-los por novos produtos, simplesmente porque é essa atitude que aumenta as vendas. Essa prática produz uma quantidade de lixo tão grande que muitas pessoas podem se alimentar e viver unicamente desse lixo. Como freegans nós coletamos esse lixo ao invés de comprar produtos novos para não sermos consumidores desperdiçadores, para desafiarmos politicamente a injustiça que é permitir que recursos vitais sejam desperdiçados enquanto milhares de pessoas são carentes das mais básicas necessidades como alimentação, vestuário, e moradia, e reduzir o lixo (utilizável) que iria para aterros sanitários e incineradores que aliás, são sempre situados nas periferias das cidades, onde causam problemas de saúde como asma ou câncer.
Talvez a estratégia freegan mais comum seja a chamada "pilhagem urbana" ou "mergulho em lixeiras". Essa técnica consiste em buscar no lixo de varejistas, residências, escritórios, e outros locais, por bens utilizáveis. Apesar dos estereótipos impostos na nossa sociedade sobre o lixo, o que os freegans encontram são coisas utilizáveis e limpas, e em perfeitas ou quase que perfeitas condições de uso, um sintoma da cultura descartável que nos encoraja a constantemente trocar o que já possuímos por produtos novos, e onde os comerciantes dispõem um grande volume de produtos como parte de seu modelo econômico. Alguns freegans fazem suas procuras sozinhos, outros vão em grupos, mas quase sempre as descobertas são divididas entre outros e com qualquer pessoa que interessada. Grupos como o Food Not Bombs (Comida, e não Bombas) recuperam alimentos que provavelmente iriam para o lixo e os utilizam para preparar refeições coletivas em locais públicos.
Recuperando os descartes de supermercados, feiras, escolas, residências, hotéis, ou qualquer lugar, através da técnica de vasculhar o lixo, os freegans encontram alimentos, livros e revistas, cds, móveis, roupas, eletro-domésticos e outros equipamentos eletrônicos, produtos de uso animal, jogos, brinquedos, bicicletas, e praticamente qualquer tipo de bem consumível. Ao invés de contribuirem com o desperdício, os freegans reduzem o lixo e a poluição, diminuindo assim o volume total de lixo nessa tendência ao desperdício.
Muitos itens utilizáveis também podem ser encontrados gratuitamente e divididos com os outros em sites como Freecycle e em redes de trocas. Para colocar a disposição itens úteis, procure redes de trocas perto de você. Nessas redes de trocas, as pessoas dividem o que possuem com as outras. Elas dão e recebem, sem a utilização de qualquer dinheiro. Quando os freegans precisam comprar, compramos de segunda-mão, o que reduz a produção, ajudando assim a reutilizar e reduzir o que provavelmente seria jogado fora, sem financiar uma nova produção.
Diminuição do Desperdício
Por causa das nossas frequentes coletas de lixo de nossa sociedade descartável, os freegans estão cientes e aborrecidos pelas enormes quantidades de desperdício que um consumidor brasileiro gera todos os dias, assim não querem fazer parte do problema. Por isso, os freegans escrupulosamente reciclam, compostam matéria orgânica no solo para produzir adubo, e sempre que possível consertam o que têm ao invés de jogarem fora e comprar algo novo. Tudo que é utilizável nós distribuímos para nossos amigos ou doamos.
Trabalhando Menos / Desemprego Voluntário
Quanto de nossas vidas nós sacrificamos para pagarmos contas e comprar mais coisas? Para muitos de nós, trabalhar significa sacrificar nossa liberdade para obedecer ordens de outros, significa estresse, chateação, monotonia e em muitos casos, arriscar nossa bem-estar físico e psicológico.
Uma vez que percebemos que não são só alguns produtos que são ruins ou algumas companhias odiosas que são responsáveis pelos abusos sociais e ecológicos em nosso mundo, mas sim todo o sistema em que estamos trabalhando, começamos a perceber que, como trabalhadores, nós somos a engrenagem nessa máquina de violência, morte, exploração e destruição. O funcionário de um abatedouro que corta o pescoço de um boi é menos responsável pela crueldade que ocorre na criação de animais do que o funcionário da fazenda onde eles são criados? E o publicitário que descobre como fazer o produto mais aceitável? E o contador que trabalha para um açougue para fazê-lo continuar vendendo? Ou o trabalhador da indústria que fabrica os refrigeradores para conservar a carne? E é sempre, claro, o presidente das corporações que carregam toda a responsabilidade por tudo isso, por tomarem as decisões que causam toda a destruição e desperdício. Você não precisa possuir uma ação de uma corporação ou possuir uma fábrica ou uma indústria química para carregar a culpa.
Sanando as necessidades básicas como alimentação, moradia, vestuário e transporte sem gastar um centavo sequer, os freegans são capazes de reduzir enormemente ou completamente eliminar a necessidade de constantemente estarem trabalhando. Ao invés disso, podemos dedicar nosso tempo livre cuidando de nossas famílias, nos voluntariando em nossas comunidades, e nos juntar a grupos de ativismo que lutam contra as práticas das corporações que por outro lado poderiam estar nos controlando no trabalho. Para alguns, o desemprego total é uma opção, mas limitando nossas necessidades financeiras, até mesmo aqueles de nós que precisam trabalhar podem estabelecer limites conscientes no tanto que cada um trabalha, assumindo total controle de nossas vidas, e escapando da constante pressão de ganhar um salário no final do mês. Mas, mesmo se precisamos trabalhar, não precisamos conceder total controle aos nossos patrões. O espírito freegan da cooperação também pode se estender dentro do local de trabalho, como parte de uniões trabalhistas.
fonte: http://freegan.info/?page=Portugues
Sunday, April 06, 2008
Carne é grande contribuinte do aquecimento global, diz estudo
Produzir 1kg de carne emite mais gases do efeito estufa que dirigir por 3 horas
Na hora de se deliciar com um farto rodízio em uma churrascaria, ninguém se pergunta o quanto o meio ambiente foi atingido para que aquele pedaço de picanha chegasse ao seu prato. Um grupo de cientistas japoneses, no entanto, teve a curiosidade de avaliar o quanto vale para o meio ambiente se tornar um vegetariano.
“Todo mundo está tentando diferentes métodos para reduzir a pegada de carbono. Mas um dos jeitos mais fáceis de fazer isso é parar de comer carne”, disse Su Taylor, da Sociedade Vegetariana do Reino Unido.
Liderados por Akifumi Ogino, os pesquisadores do Instituto Nacional de Livestock e Grassland Science, em Tsukuba, descobriram que produzir um quilo de carne emite mais gases do efeito estufa que dirigir por três horas. A maioria destes gases é liberada na forma de metano, pela flatulência do gado.
“As emissões de metano vindas da criação confinada estão diminuindo, graças a inovações nas práticas de alimentação”, disse Karen Batra, da Associação de Criadores de Gado em Confinamento de Centennial, Colorado.
Este processo produz o equivalente a 36,4 quilos de dióxido de carbono (CO2), a mesma quantidade de CO2 emitida por um carro europeu a cada 250 quilômetros percorridos.
Tendo o gerenciamento de animais e os efeitos da produção como foco, o grupo calculou os custos ambientais do aumento de criação em confinamento, do sacrifício de animais e da distribuição de carnes, segundo uma reportagem da revista New Scientist. Os dados mostram quais os efeitos para o aquecimento global, para os mananciais de água e com relação ao consumo energético.
Através do cruzamento de informações com dados anteriores, os pesquisadores conseguiram calcular o peso ambiental de uma porção de bife. Os cálculos, baseados nos métodos padrões industriais de produção de carne no Japão, não incluem os impactos da infra-estrutura e transporte da carne. Diante disso, o grupo sugere que o peso ambiental deve ser ainda maior.
A alimentação dos rebanhos também foi considerada. Para a surpresa dos cientistas, é necessária energia equivalente a manter uma lâmpada acesa por 20 dias para a produção e transporte do alimento dos bovinos. Além disso, são usados fertilizantes compostos por 340 quilogramas de dióxido sulfúrico e 59 gramas de fosfato.
Um estudo sueco de 2003 sugere que a carne orgânica emite 40% menos gases do efeito estufa e consome 85% menos energia porque o animal é criado ao ar livre e não confinado.
Paula Scheidt, CarbonoBrasil com agências internacionais
Na hora de se deliciar com um farto rodízio em uma churrascaria, ninguém se pergunta o quanto o meio ambiente foi atingido para que aquele pedaço de picanha chegasse ao seu prato. Um grupo de cientistas japoneses, no entanto, teve a curiosidade de avaliar o quanto vale para o meio ambiente se tornar um vegetariano.
“Todo mundo está tentando diferentes métodos para reduzir a pegada de carbono. Mas um dos jeitos mais fáceis de fazer isso é parar de comer carne”, disse Su Taylor, da Sociedade Vegetariana do Reino Unido.
Liderados por Akifumi Ogino, os pesquisadores do Instituto Nacional de Livestock e Grassland Science, em Tsukuba, descobriram que produzir um quilo de carne emite mais gases do efeito estufa que dirigir por três horas. A maioria destes gases é liberada na forma de metano, pela flatulência do gado.
“As emissões de metano vindas da criação confinada estão diminuindo, graças a inovações nas práticas de alimentação”, disse Karen Batra, da Associação de Criadores de Gado em Confinamento de Centennial, Colorado.
Este processo produz o equivalente a 36,4 quilos de dióxido de carbono (CO2), a mesma quantidade de CO2 emitida por um carro europeu a cada 250 quilômetros percorridos.
Tendo o gerenciamento de animais e os efeitos da produção como foco, o grupo calculou os custos ambientais do aumento de criação em confinamento, do sacrifício de animais e da distribuição de carnes, segundo uma reportagem da revista New Scientist. Os dados mostram quais os efeitos para o aquecimento global, para os mananciais de água e com relação ao consumo energético.
Através do cruzamento de informações com dados anteriores, os pesquisadores conseguiram calcular o peso ambiental de uma porção de bife. Os cálculos, baseados nos métodos padrões industriais de produção de carne no Japão, não incluem os impactos da infra-estrutura e transporte da carne. Diante disso, o grupo sugere que o peso ambiental deve ser ainda maior.
A alimentação dos rebanhos também foi considerada. Para a surpresa dos cientistas, é necessária energia equivalente a manter uma lâmpada acesa por 20 dias para a produção e transporte do alimento dos bovinos. Além disso, são usados fertilizantes compostos por 340 quilogramas de dióxido sulfúrico e 59 gramas de fosfato.
Um estudo sueco de 2003 sugere que a carne orgânica emite 40% menos gases do efeito estufa e consome 85% menos energia porque o animal é criado ao ar livre e não confinado.
Paula Scheidt, CarbonoBrasil com agências internacionais
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