Monday, December 31, 2007

Água que consumimos sem ver

Estamos habituados a calcular o consumo médio de 200 l/hab.dia para uso doméstico. Mas, considerando outros usos, quantos litros de água uma pessoa consome por dia?

O que é "água virtual"?

Água virtual é a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. A água virtual está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos. É uma medida indireta dos recursos hídricos consumidos por um bem.

O termo "água virtual" foi introduzido em 1993 por Tony Allan (1). Ele expôs essa idéia durante quase uma década para obter reconhecimento da importância do tema, que envolve disciplinas de meio ambiente, engenharia de alimentos, engenharia de produção agrícola, comércio internacional e tantas outras áreas que se relacionam com a água.

Atualmente, em discussões técnicas, esse parâmetro está sendo avaliado como um instrumento estratégico na política da água. O comércio agrícola promove uma gigantesca transferência de água de regiões onde ela se encontra de forma abundante e de baixo custo para outras regiões onde é escassa, cara e seu uso compete com outras prioridades. É previsível que este comércio crescerá em futuro próximo, paralelamente com o esgotamento e contaminação dos recursos hídricos.

Por exemplo, a China importa cerca de 18 milhões de toneladas de soja por ano, a um custo de 3,5 milhões de dólares; por esse caminho ingressam no país 45 milhões de metros cúbicos de água. Em 2003, o Brasil exportou 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, com uma receita cambial de 1,5 milhão de dólares. Por esse caminho, exportou também 19,5 km³ de água virtual ( 19,5 bilhões de m³ ).

Dados recentes da UNESCO (3) dão conta que o comércio global movimenta um volume anual de água virtual da ordem de 1.000 a 1.340 km³, sendo:

67 % relacionados com o comércio de produtos agrícolas;
23 % relacionados com o comércio produtos animais;
10 % relacionados com produtos industriais.

No 3º Fórum Mundial da Água, realizado em 2003 nas cidades de Kyoto, Shiga e Osaka, o Brasil foi citado como o 10º exportador de água virtual (atrás de Estados Unidos, Canadá, Tailândia, Argentina, Índia, Austrália, Viet Nam, França e Guatemala). Os maiores importadores são: Sri Lanka, Japão, Holanda, Corea, China, Indonésia, Espanha, Egito, Alemanha e Itália. É interessante notar na figura os fluxos de água virtual no planeta.

Produto Água virtual
(litros de água por kg de alimento produzido)

Arroz 1.400 a 3.600
Aveia 2.374
Aves/Galinha 2.800 a 4.500
Azeite de Oliva 11.350
Azeitona 2.500
Banana 499
Batata 105 a 160
Beterraba 193
Cana-de-açúcar 318
Carne de Boi 13.500 a 20.700
Carne de porco 4.600 a 5.900
Laranja e outros citros 378
Leite 560 a 865
Manteiga 18.000
Milho 450 a 1.600
Óleo de soja 5405
Ovos 2.700 a 4.700
Queijo 5.280
Soja 2.300 a 2.750
Tomate 105
Trigo 1.150 a 2.000
Uva 455

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Friday, December 28, 2007

Earth Liberation Front -Ativistas pela Terra.

A ELF (Earth Liberation Front - Frente de Libertação da Terra) é um movimento clandestino internacional que consiste em grupos autônomos de pessoas que executam ação direta de acordo com as diretrizes da ELF. Desde 1997, células da EFL têm efetuado inúmeras ações, resultando em mais de US$ 30 milhões em danos.

Modelada segundo a Frente de Libertação dos Animais, a ELF é estruturada de forma a maximizar a efetividade. Operando em células (pequenos grupos que consistem de uma a várias pessoas), a segurança dos membros do grupo é mantida.


Cada célula é anônima não só para o público como também para as outras. Esta estrutura descentralizada ajuda a manter os ativistas fora da cadeia e livres para continuar conduzindo as ações. Como a estrutura da ELF é não-hierárquica, os indivíduos envolvidos controlam as suas próprias atividades. Não há uma organização ou liderança centralizada ligando as células. Do mesmo modo, não há "filiação" oficial.

Indivíduos que escolhem fazer ações sob a bandeira da ELF são dirigidos somente pela sua consciência pessoal ou pelas decisões tomadas por sua célula, enquanto aderente das mencionadas diretrizes. Não há nenhuma forma de contatar a ELF na sua região. Compete a cada um para a exploração do mundo natural. Não pode mais se admitir que alguma outra pessoa o fará. Por que não você, por que não agora?

Página da ELF: http://www.earthliberationfront.com/

Fonte: ativismo.com

Monday, November 26, 2007

Ativismo

- 09 DE DEZEMBRO (domingo)

MANIFESTAÇÃO PELO DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS ANIMAIS (DIDA 2007)

Realização: Pelo Fim do Holocausto Animal e VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade)

Local: Ibirapuera - São Paulo - SP (em frente ao monumento das bandeiras)

Horário: 10h


- 13 DE FEVEREIRO 2008 (quarta feira)

PROTESTO MUNDIAL CONTRA A CHINA

Realização: Pelo Fim do Holocausto Animal
Coordenação: INTERNATIONAL ANTI-FUR COALITION
Local: Consulado da China em São Paulo
Rua Estados Unidos, 1071 Jardim América
Horário: 10h.

Sunday, November 25, 2007

Empresas criam alternativas aos testes com animais

Decisão européia de banir esses testes até 2009 obriga setor de cosméticos a investir em tecnologia

Entre as delicadas plantas híbridas que florescem no clima ameno da Provença, tradicional região francesa do perfume, estão o jasmim doce, as rosas de maio e também novas camadas de pele humana artificial.

Em Grasse, cientistas trabalham febrilmente na descoberta de novas tecnologias para testar cosméticos, antes da entrada em vigor, em março de 2009, de uma decisão da União Européia proibindo testes com animais.

Esses materiais avançados - incluindo tecidos de olho reconstruídos e círculos minúsculos de pele desenvolvidos a partir de células doadas e recolhidas em operações cosméticas - são uma parte crucial do futuro do setor, que se depara com regras cada vez mais severas sobre o assunto e que se aplicam a qualquer empresa que pretenda vender nos 27 países membros da União Européia.

A proibição não obriga só as empresas multinacionais a adotarem novas práticas, mas o fato é que os órgãos reguladores em Bruxelas também estão se juntando a agências de outros grandes mercados de cosméticos do mundo, como a Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, e o ministério da Saúde do Japão, de modo a conciliarem seus regulamentos.

E, o que é mais surpreendente, os novos padrões estão levando antigos rivais a cooperarem entre si, às vezes a contragosto ou por insistência dos órgãos reguladores e políticos.

A Europa é o maior mercado de cosméticos do mundo, exportando o equivalente a mais de US$ 23,4 bilhões por ano. Produtos importados dos Estados Unidos pelos europeus chegam a quase US$ 2 bilhões, quase 7% de todos os produtos de cosmética comprados pelos europeus. Depois dos Estados Unidos, o Japão é o segundo maior fornecedor de cosméticos para o continente europeu.

''''Sem dúvida, os novos regulamentos estão tendo um grande impacto'''', disse Alan Goldberg, diretor do Center for Alternative to Animal Testing (Centro para Alternativas a Testes com Animais) da Universidade John Hopkins, em Baltimore. ''''Que companhia vai querer eliminar 450 milhões de clientes pelo não cumprimento?'''', disse. A gigante L''''Oréal, por exemplo, investiu nos últimos 20 anos US$ 800 milhões no desenvolvimento de alternativas aos testes em animais.

''''Para o setor de cosméticos, trata-se de uma corrida'''', disse Herve Groux, 45 anos, cientista francês que dirige o Imunosearch, laboratório em Grasse que auxilia empresas pequenas sem os recursos de multinacionais. ''''Essas regras estão obrigando todas as empresas a avançarem com mais rapidez e gastarem mais em pesquisa.''''

Parte da pressão também deriva de uma outra legislação, conhecida como Reach, exigindo que nos próximos 11 anos as empresas desenvolvam dados seguros sobre 30 mil substâncias químicas - pesquisa que poderá aumentar ainda mais os testes em animais.

Fonte:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071121/not_imp83110,0.php