Sunday, October 07, 2007

Parar de comer carne pode salvar a Amazônia?

Militantes e cientistas afirmam que a pecuária bovina está destruindo as florestas e propõem um boicote

João Meirelles Filho pertence à terceira geração de pecuaristas em sua família. Formado em Administração, passou dez anos gerindo fazendas de gado em Mato Grosso do Sul. No fim da década de 90, sua carreira mudou. Com a chegada do ecoturismo à região, Meirelles acordou para os impactos ambientais de algumas atividades, como a pecuária. Deixou de comer carne. Largou as fazendas e mudou-se para Belém, onde fundou uma ONG para defender a Amazônia. Hoje, vegetariano, é um dos que pregam a redução no consumo de carne bovina para salvar a floresta. "Parei de comer carne aos 40 anos", diz. "É prova de que qualquer um pode mudar seus hábitos."

APETITE: Meirelles no Mercado Ver-o-Peso,
em Belém. Ex-administrador de fazendas,
ele largou o negócio para militar contra a carne

Meirelles faz parte de um movimento que cresce em todo o mundo. Para essas pessoas, os bifes de nossas refeições diárias são a causa da destruição de vários ecossistemas naturais, como a Amazônia. É uma idéia incômoda, mas tem lógica. Afinal, 78% do desmatamento na Amazônia aconteceu para abrir espaço para os pastos, segundo o Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O argumento é que, se o consumo de carne cair, também se reduz a pressão para expansão dos pastos sobre a floresta. Mas reduzir o consumo de carne - ou boicotá-la - vai mesmo preservar a floresta?

Os pecuaristas desmataram uma área equivalente ao Estado de Minas Gerais na Amazônia

Parar de comer carne sempre foi a bandeira dos vegetarianos. Suas razões eram principalmente a saúde humana e os direitos dos animais. Hoje, o foco mudou. "Agora o meio ambiente pesa na decisão de não comer carne", diz o biólogo Sérgio Greif, da Sociedade Vegetariana Brasileira. Um dos pioneiros nessa nova onda foi o pesquisador britânico Norman Myers, da Universidade de Oxford, um dos mais respeitados naturalistas do mundo. Na década de 80, criou o termo"Conexão Hambúrguer" para ligar o consumo de carne nas redes de fast-food dos Estados Unidos à destruição das florestas na América Central.


Um dossiê inspirado no termo de Myers foi feito em 2003 pelo Centro para Pesquisa Florestal Internacional, desta vez sobre a Amazônia. De lá para cá, a causa só cresceu.

Um dos mais expoentes adeptos da campanha por menos carne e mais florestas é o biólogo americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. Segundo ele, só será possível alimentar a população mundial no fim do século, estimada em 10 bilhões de pessoas, se todos forem vegetarianos. "O raciocínio é matemático", diz Greif. Para ele, alimentar os bois com pasto ou grãos é o meio menos eficiente de gerar calorias. A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas. A criação de frangos e porcos também afeta as florestas. Para alimentar esses animais, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Mas, na relação custo-benefício entre espaço, recursos naturais e ganho calórico, o boi é o pior.

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Wednesday, September 19, 2007

Alicia Silverstone tira a roupa para promover vegetarianismo

A "patricinha" Alicia Silverstone, 30, aparece nua em campanha de TV para promover o vegetarianismo, informou a agência Associeted Press.

A produção de 30 segundos foi realizada pela ONG Peta -- defensora dos direito dos animais--, e será lançada na cidade de Houston nesta quarta-feira (19). O vídeo poder ser acompanhado no site da ONG.

Segundo a Peta, a cidade foi escolhida devido aos maus hábitos alimentares de seus habitantes. Em recente pesquisa feita pela revista "Men's Fitness", Houston foi considerada a cidade mais "gorda" dos EUA.

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"Eu nem sempre fui vegetariana, mas sempre amei os animais", diz a atriz no comercial. Nele, ela está em uma piscina e fala sobre os benefícios em ser vegetariano. "Fisicamente os efeitos são incríveis, eu estou bem melhor do que onze anos atrás", completa em mensagem postada no site da ONG.
Nos anos 90, Alicia Silverstone ficou famosa por filmes como "As Patricinhas de Beverly Hills" e "Batman e Robin".

Saturday, September 15, 2007

Boa McCâncer


McDonald's entra em contradição em relação ao Veggie Crispy e é processado

O Mc Donald's lançou no mês de junho o sanduíche Veggie Crispy nas lojas brasileiras.
O lanche é composto por um empanado de legumes, alface americana, tomate e molho blanc, tudo num pão de grãos. Este é o primeiro sanduíche supostamente vegetariano que o Mc Donald's lança no Brasil.
Após mensagens circularem pela internet, afirmando que o lanche contém aroma natural de frango, a assessoria de imprensa do Mc Donald's confirmou a presença do aroma no sanduíche para realçar o sabor e disse ainda que a rede de fast-food nunca divulgou este sanduíche como sendo vegetariano e, sim, a base de vegetais.
Alguns vegetarianos que chegaram a consumir o produto e se sentiram lesados, entraram com uma ação no juizado de pequenas causas contra o Mc Donald's por propaganda enganosa.

Sunday, August 26, 2007

Faculdade de Medicina do ABC é a primeira a proibir experimentação com animais vivos na graduação

Prática é proibida por lei, porém comum em todo o País

A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC proibiu o uso de qualquer animal vivo nas aulas de graduação. Portaria em vigor desde 17 de agosto coloca a instituição como primeira no País a abolir completamente essa prática, que agora fica liberada somente para pesquisas inéditas, com relevância científica e previamente aprovadas pelo CEEA - Comitê de Ética em Experimentação Animal da FMABC.


Apesar de comum em faculdades e universidades com graduações em saúde, a experimentação animal é proibida por lei “sempre que existirem recursos alternativos”. Nos Estados Unidos, instituições de renome como Harvard, Yale, Stanford e Mayo Medical School há tempos não utilizam animais no ensino médico. “Existe movimento mundial para substituição do uso de animais na graduação por outros modelos. Atendemos solicitações de diversos docentes e alunos e resolvemos tentar, para posteriormente termos opinião definitiva. Quanto à pesquisa, as práticas continuam inalteradas. Nesse caso, até que se prove o contrário, o modelo animal é insubstituível”, explica o Diretor da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Luiz Henrique Paschoal.


A substituição de animais por métodos alternativos chega a 71% em instituições de ensino superior da Itália. Além disso, 68% das escolas médicas norte-americanas não usam animais em cursos de farmacologia, fisiologia ou cirurgia. “Usar animais vivos é prática cruel e desestimula o aluno. O estudante de graduação aprende e incorpora informações sem necessidade de subjugar outro ser vivo”, acrescenta a professora da FMABC e membro do CEEA, Dra. Odete Miranda.


As alternativas para substituição de animais vivos vão desde softwares (programas de computador) e bonecos até auto-experimentação, uso de animais quimicamente preservados e incorporação dos cursos básicos à prática clínica – quando o aluno passa a aprender com casos reais, em seres humanos. “Nossa missão é formar médicos humanos, mais envolvidos com o paciente e sensíveis à dor do próximo. Evitar que o aluno seja coadjuvante da morte ou do sofrimento de animais melhora o aprendizado, pois elimina o estresse do sentimento de culpa, além de incentivar a valorização e o respeito por toda forma de vida. Isso certamente será refletido na relação médico/paciente após a formação acadêmica”, completa Dra. Nédia Maria Hallage, professora da FMABC e membro do Comitê de Ética em Experimentação Animal.


Para a Dra. Odete Miranda, a continuidade da experimentação animal no País tem como principais motivos tradição e resistência a mudanças, desconhecimento de métodos substitutivos e atraso tecnológico: “O Brasil está quase dois séculos atrás de países europeus e dos Estados Unidos”, garante. Em relação à economia, a Dra. Nédia Maria Hallage considera mito achar mais barato a morte de animais: “É comum pensar que matar animais sai mais barato que investir em tecnologia alternativa. Para utilizar animais no ensino é necessária manutenção ética, que implica em alimentação digna, funcionários habilitados, controle de zoonoses e estrutura própria no biotério para cada espécie. No caso do investimento em bonecos ou softwares, são todas técnicas duráveis, que abrangem maior número de alunos e que substituem animais em diversos temas de aulas”, completa Dra. Nédia

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