Monday, May 21, 2007

Chocolates Mars voltam a ser adequados a vegetarianos

A Mars pôs de parte os seus planos para usar produtos animais nos seus chocolates e pediu desculpas pelo "incômodo" aos vegetarianos.

A firma havia dito que iria substituir o soro de origem vegetal, que era usado em alguns dos seus produtos, passando a usar uma enzima animal.
A Vegetarian Society (associação vegetariana) do Reino Unido entrou imediatamente em acção, solicitando a todos os seus membros que demonstrassem o seu desagrado à companhia proprietária da marca - a
Masterfoods.

Em apenas uma semana, a empresa, que é proprietária das marcas Mars, Maltesers, Snickers e Galaxy, foi bombardeada com mais de 6000 telefonemas e reclamações por e-mail.

Fiona Dawson, Directora da Administração da Mars do Reino Unido, afirmou que a empresa tinha prestado atenção aos seus consumidores e voltado atrás com a decisão. Em declarações suas disse que "tornou-se muito claro, muito rapidamente que cometemos um erro, pelo qual pedimos desculpa"

Saturday, May 19, 2007

EUA: Fornecedor do Ano da KFC brutaliza as galinhas

Em mais uma das suas investigações secretas, desta vez num matadouro do Missoury (E.U.A.), propriedade da empresa George's, Inc. - um "Fornecedor do Ano" da Kentucky Fried Chicken (KFC) - a P.E.T.A. documentou, entre outros factos, o seguinte:
* Os trabalhadores maltratavam as galinhas vivas.
* Máquinas usadas para desfazer metais eram usadas para esmagar as aves até à morte.
* Os membros das aves ficavam espetados nas barras partidas das jaulas metálicas, e os trabalhadores foram simplesmente mandados arrancar as aves dali para fora. O investigador da P.E.T.A. encontrou, também, restos de membros cortados que foram deixados nas jaulas vazias.
* Os empregados da referida empresa batiam nas galinhas com barras metálicas, de forma a tirar as galinhas do sítio quando ficavam presas nas molas das portas das jaulas.
* Só numa manhã, o investigador da P.E.T.A. viu cerca de 50 "aves vermelhas" - galinhas que vão ser atiradas, ainda conscientes, para tanques a ferver, de forma a serem depenadas.

Tuesday, May 15, 2007

Mars começou a utilizar produtos de origem animal

Chocolates deixam de ser vegetarianos

Alguns dos chocolates mais vendidos, como o Mars e o Twix, deixarão de ser adequados para vegetarianos.
Tal alteração vai afectar também marcas como Snickers e Maltesers, afirmou o dono da Masterfoods, que passou a incluir enzimas de origem animal para a produção de chocolates.

A Masterfoods informou que tal alteração se deve a uma modificação no modo de obtenção dos seus ingredientes e garante que foi uma decisão tomada com base em bons princípios.

As referidas enzimas, retiradas do estômago das vitelas, são utilizadas na produção de soro de leite.

Actualmente, já são utilizadas no Bounty, Minstrels e nos produtos da Milky Way, bem como nas versões de gelado existentes para todos os chocolates da Masterfoods.

"Se o consumidor for um vegetariano extremamente rigoroso, então, temos pena que os produtos já não sejam adequados à sua dieta alimentar. Mas, com certeza, um vegetariano menos restrito irá apreciar o nosso chocolate," disse Paul Goalby, gerente das questões empresariais da Masterfoods.

A Sociedade Vegetariana do Reino Unido afirmou que esta medida era "uma desilusão absoluta". "Numa época em que os consumidores estão cada vez mais preocupados com a proveniência dos seus alimentos, a decisão da Masterfoods' em recorrer a enzimas animais, portanto não vegetarianas, é um franco retrocesso," declarou a Sociedade Vegetariana à imprensa. "Os produtos da Mars são muito populares entre os mais jovens e muitos ficarão chocados quando descobrirem que na sua produção se extrai enzimas do estômago de vitelas," acrescentou ainda.

A Sociedade Vegetariana do Reino Unido concluiu que esta medida era "incompreensível".

Monday, May 07, 2007

A Indústria Coméstica

Todos os anos, milhões de animais sofrem e morrem em testes dolorosos para determinar a segurança de cosméticos e produtos de limpeza doméstica. Substâncias que variam de sombra de olho e sabão até produtos para polimento de mobília e limpadores de forno são testados em coelhos, ratos, porquinhos-da-índia, cachorros e outros animais. Isso apesar de os resultados não ajudarem na prevenção de efeitos indesejáveis ou no seu tratamento.

1. TESTE DE IRRITAÇÃO OCULAR (DRAIZE EYE TEST)
Realizado desde 1944, visa avaliar alterações oculares e perioculares provocadas por produtos químicos diversos. Para execução do teste, são colocados 100 mg de solução concentrada de determinada substância nos olhos de um grupo de seis a nove coelhos albinos que não receberam anestesia. O coelho albino é o mais usado pois é dócil, barato e tem olhos grandes, o que facilita a avaliação das lesões. Os coelhos permanecem em caixas de contenção, imobilizados pelo pescoço (muitos o quebram, tentando escapar). Não se usam analgésicos, pois os cientistas alegam que seu emprego altera os resultados. As pálpebras dos animais freqüentemente são presas com grampos que mantêm os olhos constantemente abertos. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias, quando então o olho do animal se transforma em uma massa irritada e dolorida. Muitas vezes, usam-se os dois olhos de um mesmo coelho para diminuir custos. As reações observadas incluem processos inflamatórios das pálpebras e íris, úlceras, hemorragias ou mesmo cegueira.

Críticas: os olhos do coelho apresentam estrutura e fisiologia diferentes dos humanos. Além de a córnea do coelho ser mais delgada que a nossa (0,35mm contra 0,51mm, respectivamente), suas glândulas lacrimais não são tão eficientes e os coelhos piscam menos). Além disso, têm membrana nictitante (3a pálpebra), que nós não temos. Seu humor aquoso é muito mais alcalino (pH 8,2 contra 7,1-7,3 nos humanos), dificultando a dissolução das substâncias testadas. A leitura dos resultados é muito subjetiva e de baixa confiabilidade, variando de laboratório para laboratório e também de coelho para coelho, não servindo para predizer o que ocorreria no olho humano.

Alternativas: existem mais de 60 métodos, entre eles o Eytex e o Matrex, bem como córneas (animais e humanas) de indivíduos mortos e células corneais mantidas "in vitro".

2. TESTE DE SENSIBILIDADE CUTÂNEA (DRAIZE SKIN TEST)
Para que se realize, depilam-se áreas do corpo do animal, raspa-se a pele (até o sangramento às vezes) e aplica-se a substância a ser estudada. Observam-se sinais de enrijecimento cutâneo, úlceras, edema, etc.


Críticas: é uma prova extremamente dolorosa. É incoerente achar que o protocolo desse experimento sirva para predizer reações em humanos, haja vista as diferentes constituições epidérmicas da pele humana e dos animais (coelhos, roedores, porcos) utilizadas no teste. Não se pode aceitar que resultados de valor científico real podem advir de animais estressados, submetidos à dor e, portanto, em condições totalmente alteradas. As reações imunológicas são características de cada espécie, invalidando o uso de coelhos ou ratos como modelos para o homem.


Alternativas: métodos "in vitro" que empregam culturas de células da pele, tais como Corrositex, Skintex, Epiderm e Episkin.


Vale lembrar que a indústria química também realiza experimentos de toxicidade, como o LD50, para determinar a segurança para os humanos e o meio ambiente dos produtos que lançam no mercado.


3. DL50 (DOSE LETAL 50)
A prova consiste em forçar o animal a ingerir uma determinada quantidade da substância, através de sonda gástrica. Isso muitas vezes produz a morte por perfuração. Os efeitos observados incluem convulsões, dispnéia, diarréia, úlceras, emagrecimento, postura anormal, epistaxe, hemorragias da mucosa ocular e oral, lesões pulmonares, renais e hepáticas, coma e morte. Continua-se a administrar o produto, até que 50% do grupo experimental morra. A substância também pode ser administrada por via subcutânea, intravenosa, intraperitoneal, misturada à comida, por inalação, via retal ou vaginal. As cobaias utilizadas incluem ratos, coelhos, gatos, cachorros, cabras e macacos.


Críticas: o teste pretende medir a toxicidade das substâncias, porém não se constitui em método científico confiável, haja vista que os resultados são afetados pela espécie, idade, sexo, condições de alojamento, temperatura, hora do dia, época do ano e o método de administração da substância.


Alternativas: provas de citotoxicidade, métodos mais precisos e de maior relevância para o homem, pois usam células humanas. Ressalte-se que 70% de todas as reações de toxicidade ocorrem na célula, reforçando o valor dos testes de citotoxicidade.

www.eugostodebicho.com.br