Wednesday, August 22, 2012

Friday, May 04, 2012

Em momento histórico, mais de mil italianos invadem criadouro e salvam Beagles de testes






O que aconteceu neste sábado (28/04/12) na Itália mostra que os testes em animais não têm mais espaço no tempo de informação em que vivemos. Mais de mil pessoas participaram de uma enorme manifestação contra a empresa Green Hill, um criadouro multinacional que “fabrica” animais para testes em laboratórios ao redor do mundo.

À luz do dia, donas de casa e ativistas corriam abraçados aos animais

A multidão andou pelas ruas gritando e protestando contra a Green Hill e, quando chegou em frente ao criadouro de cães, simplesmente não parou. As pessoas ignoraram todos os avisos de propriedade privada e continuaram andando, escalando alambrados e cortando os arames farpados.

Aos poucos, filhotes, fêmeas esperando filhotinhos e cães maiores iam passando de mão em mão para uma nova vida, longe dos horrores dos laboratórios de testes. Ativistas e donas de casa corriam abraçados aos animais enquanto a polícia tentava dispersar a multidão.

Resultado

No fim do dia, 12 pessoas estavam presas e mais de 40 beagles estavam a salvo.

Estima-se que existam mais de 2.500 beagles no criadouro da Green Hill, mas esta ação deixou bem claro que a sociedade italiana não vai mais tolerar a presença desta empresa que vive da tortura de animais em suas terras.

Por quê Beagles?

Os cachorros da raça beagle estão entre os preferidos dos laboratórios que fazem testes em animais por seu porte pequeno e por serem muito mansos. Isos facilita o manuseio entre uma tortura e outra.





Thursday, April 19, 2012

8° Fórum de Alimentação Escolar terá palestra sobre vegetarianismo



O 8° Fórum de Alimentação Escolar (um dos maiores eventos deste ramo no país realizado pela FENERC) terá palestra sobre Vegetarianismo na Alimentação Escolar, ministrada pela nutricionista Paula Gandin (site), conselheira da SVB – Sociedade Vegetariana Brasileira.

A presidente da SVB, Marly Winckler, também palestrará na ocasião. A intenção da Sociedade Vegetariana Brasileira é continuar o trabalho que vem fazendo de incentivar de forma política a introdução de uma alimentação mais saudável na alimentação dos alunos de escolas públicas e particulares.

O evento acontece dia 24 de maio, em São Paulo (mais informações).

Ontem, 16, a ONG realizou o “1º Seminário Merenda Escolar Vegetariana” na câmara municipal de São Paulo, com apoio de diversos políticos e figuras públicas (veja aqui como foi).

Fonte: Vista-se

Sunday, April 08, 2012

Conheça a chia, a mais nova 'supercomida' latino-americana

Chia, ou sálvia hispânica L, virou moda entre os entusiastas de nutrição

Todo ano o mercado de alimentos nutritivos parece ter uma nova moda - como o açaí, o chá de kombucha e o suco de grama de trigo.
Muitos tipos de alimentos - desde sementes estranhas a iogurtes carregados com bactérias - já passaram pelas mesas daqueles que buscam um estilo de vida mais saudável.
Agora uma nova especiaria latino-americana foi acrescentada a essa lista de "superalimentos" que prometem aumentar a longevidade. São as sementes de chia, também conhecida como "sálvia hispânica L".
O alimento pertence à família da menta e é de origem mexicana. A planta brota em poucos dias, mas os nutricionistas estão mais interessados nas suas sementes minúsculas.
As sementes são ricas em antioxidantes e minerais, e têm mais ômega 3 do que o salmão e mais fibras do que as sementes de linho. Os mais entusiasmados chegam a falar em "a melhor das supercomidas" ou até "milagrosa".
Já outros não se sentem nem um pouco atraídos pelo sabor ou pelo preço. O quilo do produto pode custar o equivalente a R$ 80 em algumas lojas e sites especializados.
Na Grã-Bretanha, elas só podem ser comercializadas como ingredientes para fabricação do pão, mas nas próximas semanas a agência reguladora do país pretende ampliar o uso das sementes - que poderão ser usadas em cereais e bolos, entre outros produtos.
Pelo mundo, a chia está se tornando cada vez mais popular. Em 2011, 72 produtos à base da semente chegaram ao mercado em diversos países. Só neste ano, 28 novos produtos já foram lançados. Em 2006, a média de novos lançamentos contendo chia era de apenas seis por ano.
Os Estados Unidos estão entre os maiores consumidores da sálvia hispânica L, com 34 novos produtos à base da semente desde o começo do ano passado. São alimentos como balas, lanches, temperos, iogurtes e até mesmo papinhas de bebês.
Os entusiastas dizem que o alimento reduz o risco de inflamações, melhora a saúde cardíaca e estabiliza o nível de açúcar no sangue. Uma pequena colherada é indicada para quase qualquer tipo de mal.
"Em termos de conteúdo nutritivo, uma colherada de chia é como se fosse uma batida feita de salmão, espinafre e hormônio de crescimento humano", diz Christopher McDougall, autor do livro Born to Run ("Nascidos para Correr", em tradução livre), sobre uma tribo de indígenas mexicanos conhecidos por correrem longos períodos. A base da alimentação da tribo são as sementes de chia, que estão sendo adotadas por alguns atletas americanos.
"Se você pudesse escolher apenas um alimento para levar a uma ilha deserta, você não conseguiria escolher algo muito melhor do que a chia, se você estiver interessado em ficar musculoso, reduzir o colesterol e o risco de doenças cardíacas."

Culto
Apesar do modismo, as sementes já são conhecidas pelos mexicanos há vários séculos. Os astecas já usavam a semente para fins medicinais e em cerimônias religiosas, segundo Wayne Coates, outro entusiasta do produto, que também escreveu um livro sobre a chia.
A nutricionista Elisabeth Weichselbaum, da Fundação Britânica de Nutrição, disse desconhecer a semente, mas ela afirma não acreditar em nenhum tipo de "superalimento" que é vendido como milagroso.
"É verdade que alguns alimentos possuem mais vitaminas e minerais, mas nenhum alimento único nos fornece tudo que precisamos. A melhor forma de se ser saudável é comer uma grande variedade de comidas", diz ela.
Jeffrey Walters, que é dono de uma empresa que fabrica alimentos com chia, disse que já recebeu perguntas e pedidos de todos os tipos de pessoas ou entidades - desde o programa da ONU para alimentos,que queria aumentar o valor nutritivo das porções de arroz fornecidas aos mais necessitados, a grupos que estão estocando alimentos em preparação para uma catástrofe natural.
Walters afirma que a sua empresa tem dobrado as vendas do produto a cada dois anos.
David Nieman, diretor de um laboratório da Universidade de Appalachian State, no Estado americano da Carolina do Norte, analisou o conteúdo nutritivo da chia e seu impacto na saúde, em uma série de pesquisas. Ele afirma que o valor nutritivo das sementes é "maravilhoso", mas que não se trata de uma "pílula mágica".
"Se você moer a semente e espalhar sobre cereais ou iogurte, ou colocá-la em sucos, você estará dando um grande impulso de nutrientes à sua refeição. Você definitivamente estará acrescentando minerais, fibras, proteínas e ômega-3", disse Nieman.
"Mas isso vai curar de forma mágica algumas doenças ou diminuir fatores de risco? Alguns fanáticos tratam a chia como se pertencessem a um culto. Eles acham que a semente é capaz de tudo. Em análises de dez a 12 semanas, não foi possível observar qualquer mudança no risco de doenças em pessoas normais."
A pesquisadora Catherine Ulbricht, da Natural Standard Research Collaboration, também alerta para as pessoas não considerarem a chia um "alimento milagroso". Ela recomenda que as pessoas evitem abusar do produto, já que mesmo alimentos totalmente naturais trazem efeitos colaterais.

Fonte: BBC

Friday, March 30, 2012

Por que meu filho é vegetariano




Andrea Godoy

Vou começar meu texto com um diálogo que tive hoje com uma mãe que mora no meu prédio:

-Meu filho é vegetariano , assim como eu. Nunca comeu carne, desde que nasceu.
-Ah, então ele come só legumes?

Será que as pessoas realmente pensam que vegetarianos só comem legumes? Que dieta mais chata seria essa, hein?

A falta de informação me faz ser taxada de louca, excêntrica ou radical. Sou vegetariana há 5 anos. Parei de comer carne vermelha muito tempo antes. Parei porque depois de muita pesquisa e leitura, descobri como o caminho para que o bifinho esteja no prato é tortuoso e cruel.

É incrível ver tanta gente cuidando de um cachorro como se fosse seu filho , mas realmente não pensando de onde vem aquele pedaço de picanha do churrasco com os amigos. No site do Instituto Nina Rosa , dá para ter uma idéia do que eu estou falando, não vem ao caso detalhar isso aqui.

Esse é meu motivo. É no que acredito. Não quero ser cúmplice dessa barbaridade e alimentar essa indústria. E também por saber que a proteína, o ferro etc., que fazem a gente acreditar desde sempre que só possa vir da carne, pode sim vir através de uma dieta vegetariana.

O Davi está com um ano e meio. Adora comer, e come bem. Come arroz integral, feijão, lentilha, tofu, quinua, brotos, nozes, frutas, legumes, vegetais, cereais. Nunca ficou doente. Não tem anemia. É uma criança saudável e ativa.

Sou uma pessoa que não gosta muito de discutir o assunto. Acho mesmo muito difícil ter que explicar por que sou vegetariana. A maioria das vezes, quando estou em festas , simplesmente não menciono, agradeço e não como. Normalmente, já almoço antes de almoços onde sei que vai ter carne. Assim tem sido até então. Já passei por situações constrangedoras, onde me senti profundamente desrepeitada por brincadeiras de parentes ou desconhecidos.

Sei me cuidar, levo comidinhas para todos os lados e vivo bem dessa maneira. Agora, a preocupação é com o Davi. Não em relação a ele ficar desnutrido, porque dou uma dieta muito balanceada, e ele até agora não reclamou (risos). Minha preocupação é quando ele começar a frequentar lugares sem que eu esteja junto.

Na verdade, meu pensamento é dar essa alimentação para ele enquanto eu tiver todo o poder de escolha de seus alimentos, e assim que ele começar a entender como são as coisas, explicar que a carne vem dos bichinhos, e tentar fazer com que ele entenda. Quando ele for maior , se quiser experimentar, é claro, não vou proibir, ele poderá fazer suas escolhas, mas acredito que os que comem carne , só comem por hábito adquirido e a cultura em que vivem.

Para quem quer começar essa dieta ou ao menos está interessado em aprender sobre nutrientes recomendo o livro “Alimentação sem carne” , de Eric Slywitch. É um livro super completo, com vários quadros relacionando alimentos e seus nutrientes, inclusive de carnes também. Você consegue achar facilmente que alimento possui cálcio, ferro, zinco, etc., e suas quantidades. Dá para descobrir vários alimentos que a gente nem dá muita importância, e que são super nutritivos, como gergelim, salsinha, orégano, sementes. É um bom guia até para quem não é vegetariano.

No aniversário do Davi, tive que convencer a moça que faria os salgados que só queria salgados vegetarianos e assados. E até ela não queria aceitar minha decisão. Fui firme, dei a lista de recheios interessantes e só tive elogios depois da festa. Ninguém sentiu falta de carne, e me senti vitoriosa por seguir o que eu acredito. Quem vai reclamar de salgadinhos com ingerdientes como tomate seco, ricota, escarola, passas, amêndoas, palmito, só coisas gostosas?

Gostaria que os hábitos dele continuassem os mais saudáveis possíveis. Acredito estar fazendo o melhor para ele. E quando ele for para escola, quando tiver que escolher, que saiba o que está por trás de um cachorro quente. É gostoso , é divertido, é colorido. É, sim. Mas já pararam para ler o rótulo? Olha o que eu encontrei na internet: “A matéria-prima da salsicha é a chamada carne industrial, composta principalmente de sobras e aparas dos cortes tradicionais e de regiões pouco valorizadas de boi, frango e porco. O passo seguinte é juntar à matéria-prima doses de sal, amido de milho, temperos e conservantes (como nitrito de sódio), que dão uma coloração rosada à mistura. A receita fica então com cerca de 55% de carne e 45% de outros ingredientes. A mistura é usada para encher as tripas, que podem ser naturais (como intestinos de carneiro, por exemplo) ou artificiais, feitas de plástico ou celulose" (texto daqui ). Você realmente daria isso para seu filho comer? Eu, não.

Pessoas que adotam caminhos diferentes da maioria precisam acreditar muito em suas escolhas. Preciso lembrar até minha mãe, toda vez que eu a encontro, que o Davi não come frango, nem peixe. Imagina então para os outros. Não é fácil, mas é preciso estar preparado para enfrentar as situações com confiança, e realmente acreditar que está fazendo o que acha melhor para você e para seu filho.

Fonte: Mamíferas  


Thursday, January 05, 2012

Wednesday, January 04, 2012

Inédito no mundo: McDonald's sai da Bolívia devido ao desinteresse do público


Todos os esforços desenvolvidos pela cadeia McDonald's para inserir-se no mercado boliviano foram infrutíferas. De nada valeu preparar o molho Ilajwa, favorito do altiplano, nem apresentar os melhores conjuntos locais ao vivo.

Após 14 anos de presença no país e apesar de todas as campanhas feitas e por fazer, a cadeia se viu obrigada a fechar os oito restaurantes que mantinha abertos nas três principais cidades do país: La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra.

Trata-se do primeiro país latino-americano que ficará sem McDonald's e o primeiro país no mundo onde a empresa fecha por ter seus números no vermelho por mais de uma década.



O impacto para os chefes de marketing tem sido de tal força que foi gravado um documentário sob o título "Por que McDonald's quebrou na Bolívia” (assista ao vídeo em espanhol, clicando na imagem acima), onde tentam explicar de algum modo as razões que levaram os bolivianos a continuar preferindo as empanadas, ao invés dos hambúrgueres.

Rechaço cultural

O documentário inclui reportagens com cozinheiros, sociólogos, nutricionistas, educadores, historiadores... Todos coincidem que o rechaço não é aos hambúrgueres, nem ao sabor; o rechaço está na mentalidade dos bolivianos. Tudo indica que, literalmente, o "fast-food” é a antítese da concepção que um boliviano tem de como se deve preparar uma comida.

Na Bolívia, para ser boa, além de gosto, a comida requer esmero, higiene e muito tempo de preparação. Assim é como um consumidor avalia a qualidade do que leva ao estômago: também avalia o tempo entre a preparação e o consumo de qualquer alimento.

A comida rápida não é para essa gente, concluíram os norte-americanos.

Tuesday, November 08, 2011

Secretário Municipal de Educação de São Paulo apoia a campanha Segunda sem Carne


Mas que diferença faz um dia na semana sem carne? Assista:

                

A água que você não vê

Clique na imagem para ampliar

Monday, October 03, 2011

Seitan

O seitan ou glúten, como por vezes também é designado devido ao nome da proteína do cereal, é um alimento derivado de uma proteína de trigo chamada glúten. É um alimento da Antiguidade, tal como o tofu. Não está claro se a receita provém da Índia ou da China.

Este é um alimento facilmente encontrado em lojas de produtos naturais.

O seitan é produzido a partir da preparação da farinha de trigo.

Faz-se primeiro uma massa, como para o pão. Esta é depois lavada, num passador, com água corrente. Neste processo perde as gorduras e os hidratos de carbono.

A massa lavada é então cozinhada com molho de soja (shoyu ou tamari) e ganha assim uma consistência dura. Fica um preparado fibroso, que deve ser bem cortado em fatias. É um produto rico em fibras e minerais.

Encontra-se à venda em lojas de produtos naturais. Geralmente o seu período de validade é de 2-3 semanas, no entanto pode congelar-se.

Preparação caseira

Existem duas alternativas para preparar seitan caseiro: usando farinha de trigo integral ou usando farinha de glúten. A primeira farinha encontra-se em qualquer supermercado e é mais barata, mas o preço final do seitan é mais elevado. A segunda tem a vantagem de poupar muito tempo na preparação, de haver menos desperdícios (de farinha e água) e de tornar a sua confecção mais simples, mesmo para os menos experientes na cozinha.

Para 1 kg de farinha adicione 600 ml de água. Amasse bem e deixe descansar por 3 horas. Lave essa massa, divida a massa em 4 "bifes" e cozinhe em água fervente com temperos e shoyu por 20 min depois de ferver. Use como quiser (frito, assado, guarnecido com molho de mostarda, molho de ervas...

Tuesday, September 27, 2011

Apoio ao Aquífero Guarani

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo lançaram em 21 de setembro o livro Subsídios ao Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental da área de afloramento do Sistema Aquífero Guarani no Estado de São Paulo.

O Sistema Aquífero Guarani (SAG) é um dos mais importantes reservatórios de água doce do planeta e é compartilhado entre quatro países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil, estende-se por oito estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

A área de ocorrência do SAG possui clima subtropical, recursos hídricos superficiais abundantes e cobre uma área de 1,1 milhão de km². Sua localização, associada ao grande potencial hídrico, o torna estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região.

Para José Luiz Albuquerque Filho, pesquisador do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas (Cetae) do IPT e coordenador-geral do livro, a gestão deste aquífero é fundamental para que o recurso não se perca sem trazer benefícios à sociedade.

“A área de afloramento do Sistema Aquífero Guarani é vulnerável à contaminação. Ele possui águas antigas e sua extração deve ser efetuada com critério, pois sua renovação levaria dezenas de milhares de anos”, disse.

De acordo com dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), cerca de 80% dos municípios paulistas são abastecidos, mesmo que parcialmente, por água subterrânea.

Monday, July 18, 2011

Rádio Defesa dos Animais lança programa sobre vegetarianismo


A maioria dos ouvintes da Rádio Defesa dos Animais além de defensores dos animais é vegetariana. Pensando nisso foi que criamos o Programa Sábado Vegetariano, um programa especialmente voltado para os temas vegetarianos, veganos e ecológicos do ponto de vista da defesa dos animais. O programa não pretende transformar ninguém em vegetariano, mas é um alerta para quem pretende de verdade defender os animais e além do mais ter uma vida saudável.
Conheça!

Wednesday, June 29, 2011

Brasil vai propor ‘Metas do Milênio’ para desenvolvimento sustentável

O Brasil vai defender a fixação de metas globais para o desenvolvimento sustentável na Rio+20, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o desenvolvimento sustentável. No encontro de chefes de Estado, que acontecerá no Rio de Janeiro, em maio e junho do ano que vem, o país vai propor um compromisso mundial para o cumprimento de um novo tipo de Metas do Milênio, só que ambientais.

As Metas do Milênio foram acordadas por todos os países-membros da ONU em 2000. Elas estabelecem oito objetivos a serem cumpridos até 2015 com o intuito de garantir melhores condições de vida à população global. Fazem parte das metas a erradicação da pobreza extrema, a promoção da igualdade entre os sexos e o combate à aids, por exemplo.

A proposta do Brasil é construir um novo pacto entre todos os chefes de Estado do mundo em 2012. Durante a Rio+20, diplomatas brasileiros vão negociar o estabelecimento de metas gerais de desenvolvimento sustentável que possam pautar políticas individuais relacionadas à geração de energia, hábitos de consumo e outros temas ligados à sustentabilidade.

A ideia desse novo pacto foi apresentada nesta terça-feira (21) pelo embaixador André Aranha Corrêa do Lago, negociador brasileiro nas discussões sobre mudanças climáticas, em uma reunião preparatória da Rio+20, realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, a iniciativa do acordo surgiu na Colômbia e será levada à frente pelo Brasil, que presidirá a conferência.

“Essa é uma ideia de que nós gostamos muito, que vamos apoiar”, afirmou Corrêa Lago. “Depois, nós vamos negociar e ver que tipos de metas de desenvolvimento sustentável nós podemos desenvolver e também se há um acordo em torno disso.”

O embaixador disse que alguns países, além do Brasil e da Colômbia, já discutem a criação das metas de desenvolvimento sustentável. Ele explicou também que essas metas seriam um compromisso político, igual para todos os países e não seriam usadas para punir quem não as cumpre, mas como incentivo à sustentabilidade. As metas também não substituiriam os acordos internacionais para redução de emissão de gases causadores de efeito estufa e de combate às mudanças climáticas.

O embaixador admite, no entanto, que a proposta pode não avançar durante a conferência no Rio de Janeiro. “Alguns países temem que isso [as metas] seja um peso a mais.” Na esperança de que a proposta do estabelecimento de metas ambientais seja aprovada, Lago ressaltou que compromissos assim fazem com que governo, iniciativa privada e população trabalhem juntos para o desenvolvimento de uma economia verde.

O embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, que já foi negociador do Brasil nas conversas diplomáticas sobre mudanças climáticas, também acredita que não será uma tarefa simples estabelecer as metas de sustentabilidade. Ele, contudo, acredita que elas serão muito importantes para a definição de uma nova forma de desenvolvimento para o mundo. “Não é simples, nem fácil. Mas é possível”, disse. “Nós temos que ter metas globais, gerais, que deem uma direção à economia verde.”

Thursday, June 16, 2011

Festa Junina!

O Mês de Junho é bom para curtir o frio e também as festas Juninas. Quem gosta de comida de festa Junina vai gostar dessas receitas.


Doce de abóbora
Ingredientes
1 kg de abóbora
2 xícaras de açúcar refinado
1 colher de sopa de cravo da Índia
3 paus de canela
1 pacote de coco ralado (opcional)

Modo de preparo
Descasque a abóbora e corte em cubinhos com cerca de 1 cm. Coloque em uma panela grande, junte o açúcar, o cravo e a canela. Não gosto muito doce, se preferir, use uma xícara a mais de açúcar. Leve ao fogo baixo para que a abóbora cozinhe na calda. Observe e mexa de pouco em pouco. Quando a abóbora estiver desmanchando, cerca de meia hora, amasse os pedaços que restantes, coloque o coco (caso opte por usar) e deixe apurar, até começar a pegar no fundo da panela. Desligue, deixe esfriar e guarde na geladeira em um pote bem fechado.

Tuesday, May 31, 2011

Wednesday, May 04, 2011

Filósofo britânico defende a prática do vegetarianismo e a produção de carne in vitro como soluções para abolir o sofrimento dos animais


03 de Maio de 2011 às 18:55

247, com informações do Instituto Humanitas Unisinos – “Treblinka” foi o nome dado ao quarto campo nazista de extermínio, onde milhares de judeus foram exterminados em câmaras de gás. Para o filósofo britânico David Pearce, a vida dos animais criados para alimentar os seres humanos é exatamente assim: “uma eterna Treblinka”. “Suspeito que nossos descendentes venham a considerar o modo como seus ancestrais trataram membros de outras espécies não apenas como não ético, mas como um crime no mesmo nível do Holocausto”, dispara.

Para o autor do manifesto “The hedonistic imperative” (1995) – que defende a utilização de biotecnologias para abolir o sofrimento em toda a vida senciente – e fundador da Associação Mundial Transumanista, não é preciso que o ser vivo seja inteligente para sofrer profunda aflição. “Uma convergência de indícios evolutivos, comportamentais, genéticos e neurocientíficos sugere que os animais não humanos que exploramos e matamos sofrem intensamente – da mesma maneira como nós”. O filósofo acredita ser necessário desenvolver um senso mais inclusivo e solidário do ‘nós’ que abranja todos os seres sencientes. “As limitações intelectuais de animais não humanos são uma razão para lhes dar maior cuidado e proteção, não para explorá-los”.

Um porco tem a capacidade intelectual – e, criticamente, a capacidade de sofrer – de uma criança pequena de 1 a 3 anos, segundo Pearce. “Nós reconhecemos que as crianças pequenas têm direito a amor e cuidado. Em contraposição a isso, criamos intensivamente em confinamento e matamos milhões de porcos usando métodos que acarretariam uma sentença de prisão perpétua se nossas vítimas fossem humanas”, exemplifica. A questão, para ele, não é se existem diferenças genéticas entre membros de raças ou espécies diferentes, mas se essas diferenças são moralmente relevantes. Diferentemente dos humanos, os animais não humanos carecem da estrutura neocortical que possibilita o uso da linguagem. “Por que esse módulo funcional haveria de conferir alguma espécie de status moral singular a seu proprietário? Deveriam os surdos-mudos humanos serem tratados da forma como tratamos os animais irracionais?”, pergunta.

Pearce também questiona o sentido ético de se consumir carne. “O prazer que muitos consumidores têm ao comer carne de animais mortos tem moralmente mais peso do que o sofrimento embutido em sua produção?”. Os principais escritos do pesquisador inglês baseiam-se na ideia de que há um forte imperativo moral que impele os seres humanos a abolirem o sofrimento em toda a vida senciente. “Os maiores obstáculos a um mundo sem sofrimento serão éticos e ideológicos, não técnicos”, diz.

Muitos consumidores de carne ficam chocados quando veem vídeos saídos clandestinamente de criadouros industriais de animais ou matadouros. “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos nós seríamos vegetarianos”, já disse Paul McCartney, vegano convicto. Talvez não, mas o processo de conversão certamente se aceleraria, afirma Pearce.

O filósofo sabe bem como a carne está incutida na cultura alimentícia global, especialmente na ocidental. Por isso sugere como alternativa ao vegetarianismo – que considera o ideal - um sistema de produção de carne in vitro, que consistiria na alimentação isenta de crueldade. “O desenvolvimento de uma carne deliciosa, produzida artificialmente sem uso de crueldade, de um gosto e uma textura que sejam indistinguíveis da carne produzida a partir de animais intactos será potencialmente escalável, sadia e barata no futuro”, garante.

A primeira conferência mundial sobre produção de carne in vitro foi realizada em Oslo, na Noruega, em 2008 e já existe uma organização sem fins lucrativos, a New Harvest, que está trabalhando para desenvolver carne produzida em laboratório. “Se os consumidores soubessem o que entra atualmente em produtos de carne e frango – os úberes das vacas com mastite e tumores que caem dentro do leite, os porcos com tumores que entram diretamente no moedor, a gripe suína, o hormônio de crescimento de bovinos, toneladas de antibióticos que diminuem a resistência humana, contaminação desenfreada com E. coli, etc. –, não iriam querer comprá-los a preço nenhum”, alerta. “É preciso admitir que com a tecnologia atual só conseguimos produzir carne in vitro com uma qualidade semelhante à carne moída, mas no futuro deverá ser possível produzir em massa bifes de primeira qualidade. A maior incerteza são as escalas de tempo”, conclui.

fonte: brasil 247