Wednesday, October 13, 2010

ONU recomenda mudança global para dieta sem carne e sem laticínios

Um consumo reduzido de produtos de origem animal é necessário para salvar o mundo dos piores impactos das mudanças climáticas, diz relatório da ONUFazenda em Mato Grosso. ONU afirma que agricultura se equivale ao consumo de combustíveis fósseis porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico.
Foto: Daniel Beltra/Greenpeace

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a populção mundial avança para o número previzível de 9,1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios ocidental é insustentável, diz o relatório do painel internacional de gerenciamento de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.

O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos de origem animal causam mais danos do que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. A biomassa e plantações para alimentar animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis”.

A recomendação segue o conselho de Lorde Nicholas Stern, ex-conselheiro do governo trabalhista inglês sobre a economia das mudanças climáticas. O Dr. Rajendra Pachauri, diretor do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), também fez um apelo para que as pessoas observem um dia sem carne por semana para reduzir emissões de carbono.

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o desenvolvimento econômico, eles disseram.

Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas especializados em meio ambiente que coordenaram o painel, disse: “A crescente riqueza econômica está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas”.

Tanto a energia quanto a agricultura precisam ser "dissociadas" do crescimento econômico porque os impactos ambientaris aumentam grosso modo 80% quando a renda dobra, afirma o relatório.

Achim Steiner, subsecretário geral da ONU e diretor executivo da UNEP,afirmou: “Separar o crescimento dos danos ambientais é o desafio número um de todos os governos de um mundo em que o número de pessoas cresce exponencialmente, aumentando a demanda consumista e persistindo o desafio de aliviar a miséria e a pobreza".

O painel, que fez uso de diversos estudos incluindo o Millennium Ecosystem Assessment (avaliação do ecosistema no milênio), cita os seguintes itens de pressão ambiental como prioridade para os governos do mundo: mudanças climáticas, mudanças de habitats, uso com desperdício de nitrogênio e fósforo em fertilizantes, exploração excessiva dos oceanos e rios por meio da pesca, exploração de florestas e outros recursos, espécies invasoras, fontes não seguras de água potável e falta de saneamento básico, exposição ao chumbo, poluição do ar urbano e contaminação por outros metais pesados.


A agricultura, particularmente a carne e os laticínios, é responsável pelo consumo de 70% de água fresca do planeta, 38% do uso da terra e 19% da emissão de gases de efeito estufa, diz o relatório, que foi liberado para coincidir com o dia Mundial do Meio Ambiente no sábado.

Ano passado, a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) disse que a produção de alimentos teria de aumentar em 70% para suprir as demandas em 2050. O painel afirmou que os avanços na agricultura serão ultrapassados pelo crescimento populacional.
O professor Hertwich, que é também diretor de um programa de ecologia industrial na Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, disse que os países em desenvolvimento, onde se dará grande parte do crescimento populacional, não devem seguir os padrões de consumo ocidentais: “Os países em desenvolvimento não devem seguir nossos modelos. Mas cabe a nós desenvolver tecnologias em, digamos, energia renovável e métodos de irrigação.”


Fonte: Guardian

Leia o relatório

Sunday, October 10, 2010

Salsinha



Origem

Natural da Europa, a salsa (conhecida também por salsinha, salsa-de-cheiro ou salsa-hortense) foi trazida para o Brasil no início da colonização. Seu cultivo é relativamente fácil: pode ser cultivada em vasos e adapta-se muito bem a terrenos areno-argilosos, ricos em matéria orgânica, fracamente ácidos e bem drenados. Os antigos egípcios usavam-na como um remédio para dor de estômago e distúrbios urinários. Os romanos acreditavam que a salsa evitava intoxicação e, portanto, a empregava para desodorizar o ar (repleto de álcool) durante seus banquetes. No passado acreditava-se que ela era capaz de curar doenças como a malária, a peste e o envenenamento. Atualmente, ela é mais conhecida pelas suas propriedades diuréticas e carminativas.

Mas, afinal, como utilizá-la medicinalmente?
Propriedades Terapêuticas

* Diurética (facilita a secreçao da urina)
* Emenagoga (provoca a vinda da menstruação)
* Carminativa (combate os gases intestinais)
* Expectorante (facilita a expectoração)
* Antitérmica (combate a febre)
* Eupéptica (melhora a digestão)
* Vitaminizante (colabora na regeneração das células)
* Aperiente (abre o apetite)
* Antiinflamatória (combate inflamações)

Indicaçoes

As folhas podem ser utilizadas para combater:

* Febres Intermitentes – Uso interno: suco – 1 colher de sopa três a quatro vezes ao dia.
* Bronquite Asmática e Laringite Crônica – Uso interno: suco adoçado com mel – 1/2 xícara de café uma vez por dia, em jejum.
* Equimoses – Uso externo: suco (sob a forma de compressa) – aplicar, no mínimo, três vezes ao dia.
* Disenteria – Uso interno: chá por decocção – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
* Inflamaçao e Edema de Pálpebras – Uso externo: sob a forma de cataplasma fria – aplicar várias vezes ao dia.
* Hemorragias Nasais – Uso externo: introduzir folhas trituradas nas narinas.
* Hemorragias de Ulceras e Feridas, Picadas de Insetos, Nevralgias – Uso externo: sob a forma de cataplasma – aplicar três a quatro vezes ao dia.

As raízes podem ser empregadas no combate a:

* Gases Intestinais – Uso interno: chá por decocçao – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
* Nefrite e Cistite – Uso interno: chá por infusao – 1 xícara três a quatro vezes ao dia.
* Anasarca, Hidropisia, Edemas de Membros Inferiores – Uso interno: chá por decocção (de 30 a 100g para cada litro de água) – 1/2 xícara de 4 em 4 horas.

As sementes atuam na:

* Atonia Gástrica e Nevralgias em geral – Uso interno: chá por decocçao – 1 xícara três vezes ao dia.

ATENÇÃO: Se você é adepto da medicina natural, experimente os efeitos terapêuticos da salsa e descubra porque os fitoterapêutas a recomendam até hoje; MAS CUIDADO, A salsa, através de uso interno, é contra-indicada para gestantes e lactantes, pois um de seus componentes, o apiol, é estrogênico; isto é, altera o sistema reprodutor feminino e pode provocar o aborto.

Fonte: http://www.saudeinformacoes.com.br

Risoto orgânico de figo fresco


Fonte

Restaurantes La Terrina / La Forchetta

Tempo de Preparo

Rápido - 45 minutos

Rendimento

4 porções

Dificuldade de preparo

Fácil

Custo aproximado

Médio

Ingredientes

1.100 ml de caldo de legumes natural
500 g de figo fresco orgânico
1 ½ colh (sopa) de cebola orgânica triturada
1 ½ colh (sopa) de alho-poró orgânico triturado
3 colh (sopa) de manteiga orgânica
400 g arroz integral orgânico

Modo de preparo

Lave bem os figos e corte-os em cubos de aproximadamente 2 cm. Reserve.
Lave o arroz.
Aqueça a panela e derreta 2 colheres (sopa) de manteiga. Misture a cebola triturada e o alho-poró e coloque para dourar na manteiga.
Acrescente o arroz e refogue deixando fritar.
Junte o caldo de legumes e mexa. Tampe a panela e deixe cozinhando.
Quando o arroz começar a secar acrescente o figo e misture, espere o arroz secar normalmente.
Na hora de servir, decore com figo cortado, em leque.

Dica

Fogo: deve ser forte no início e médio durante a absorção do caldo, para propiciar um cozimento constante e uniforme em todas as camadas de arroz.